Mãe rapta dois filhos para não vaciná-los

Uma mãe espanhola que “sequestrou” os dois filhos menores de idade em novembro, por recusar vaciná-los contra a covid-19, entregou-se na quarta-feira (5) num tribunal em Sevilha juntamente com as crianças, depois de se ter refugiado com elas em Portugal. Após a entrega, foi detida pelas autoridades por alegado rapto parental.

Hugo, de 12 anos, e Diego, de 14, terão sido encontrados em Aljezur, no Algarve. A entrega dos menores ao pai decorreu num tribunal de Sevilha. Já Cristina Mariscal Copano foi detida e posta à disposição judicial para ser ouvida por um juiz, o que deverá acontecer esta quinta-feira (6).

O advogado da mãe adiantou ao jornal espanhol “El Mundo” que as crianças estão “perfeitamente bem” e que a intenção da sua cliente era exclusivamente “defendê-las dos possíveis efeitos colaterais graves” das vacinas.

Ambos os progenitores divergiam em relação à vacinação das duas crianças, mas o tribunal tinha decidido a favor do pai, que era favorável à inoculação. Embora passível de recurso, a decisão não impedia que o progenitor pudesse levar, a qualquer momento, os filhos para serem vacinados contra a covid-19 no período de permanência com eles.

Receando que as crianças fossem inoculadas contra a sua vontade, Cristina evadiu-se com os filhos para parte incerta, não os entregando ao pai, tal como acordado em regime de custódia partilhada. Já antes, a progenitora tinha tentado revogar a guarda conjunta para ter absoluto controle sobre a decisão de vacinar os filhos contra a covid-19, mas sem sucesso.

Após passar quase dois meses sem ver os filhos, o progenitor avançou em dezembro com uma queixa por rapto junto da Guardia Civil de Mairena del Aljarafee, em Sevilha. A partir daí, a mãe passou a impedir a comunicação entre pai e filhos até a quarta-feira, Dia de Reis, quando decidiu entregá-los.

As buscas pelos menores tinham decorrido nas zonas de Jerez de la Frontera, onde vive o companheiro da mãe, e em Tomares, onde reside a progenitora, mas sempre sem sucesso. A guarda das crianças deverá agora ficar em exclusivo com o pai. (JN)

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