MPE deflagra operação contra esquema de Wilson Lima em Coari

Manaus (AM) – O governador do Amazonas, Wilson Lima, continua colocando as “manguinhas” de fora. Após várias acusações de corrupção no período da pandemia, o governador agora tenta empurrar de “goela abaixo” seu candidato à Prefeitura de Coari.

Neste sábado (20), o Ministério Público, por meio da Promotoria Eleitoral de Coari-AM e com o auxílio do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado – GAECO, deflagrou a Operação In Dextro Tempore, com o intuito de cumprir a Lei das Eleições, que proíbe a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, seja ela estadual ou municipal, no período eleitoral, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior.

Coari, neste momento, realiza pleito complementar para os cargos de Prefeito e Vice-Prefeito, razão pela qual a realização de programas, prestações ou doações desta espécie podem configurar abuso de poder político e econômico, com desequilíbrio do pleito, sendo conduta ilegal, neste período.

Recentemente foram lançados programas de fornecimento de carteiras nacionais de habilitação de forma gratuita, bem como o auxílio social estadual, cujos lançamentos para Coari-AM foram imediatamente agendados para o período do pleito suplementar, que em breve se realizará. Além disso foi feito o levantamento da chegada de cerca de 3000 (três mil ranchos) à cidade com logística movimentada pelo Governo do Estado, e que foram estocados numa Escola Estadual.

Dessa forma, foram movidas medidas inibitórias destas ações, sem prejuízo de que, passado o período eleitoral, de calendário reduzido, o próprio Ministério Público e a Justiça Eleitoral promovam o seguimento dos bens e serviços ofertados em período inoportuno, com curto adiamento, em respeito ao mesmo calendário eleitoral.

Nos bastidores da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputados da base aliada comentam que Wilson Lima será reeleito por dispor de mais de R$ 1bi para as eleições de 2022. O “derrame” será feito tanto em Manaus como nos municípios do interior. Para os deputados, somente a prisão do governador, envolvido no caso da compra de falsos respiradores numa Casa de Vinho, pode impedir sua reeleição.

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