Centro para em manifestação contra fechamento do comércio

O decreto do Governo do Amazonas que volta a proibir a abertura de atividades não essenciais por um período de 15 dias, por conta de um novo avanço da Covid-19, entrou em vigor neste sábado (26), gerando protestos de comerciantes e vendedores ambulantes no Centro de Manaus. Desde a noite de sexta-feira (25), manifestantes se mobilizaram acusando o governador de perseguição, incompetência e intolerância. Um grupo de empresários e comerciantes realizou ato de protesto neste sábado (26) contra a medida, criticando a decisão, que segundo eles, resultará em demissões e prejuízos para o setor.

Os comerciantes acusam também o Governo de ter liberado as aulas nas escolas públicas e não ter combatido as aglomerações durante a campanha eleitoral. Esses dois atos teria contribuído para o aumento do número de infectados em todo o Estado Além disso, Wilson Lima não estruturou a rede hospitalar nos meses de pandemia. O governador responde a inquèrito por ter envolvimento com o desvio de recursos federais destinados ao combate ao coronavirus.

Setores afetados

Com isso, shoppings, flutuantes, bares e estabelecimentos do comércio não essencial ficarão fechados. Já academias, mercados, feiras, cartórios e oficinas mecânicas terão o funcionamento permitido.

Até a noite de sexta-feira, o Amazonas registrou mais de 195 mil casos confirmados de Covid-19, com mais de 5,1 mil mortes pela doença. O número de pessoas internadas, atualmente, é de 599. O Hospital Delphina Aziz, referência no tratamento da doença, tem mais de 90% de ocupação em leitos clínicos e leitos de UTI.

O que fica fechado:

estabelecimentos comerciais e serviços não essenciais e destinados à recreação e lazer;

espaços públicos em geral (exceto para práticas esportivas individuais);

boates, casas de shows, flutuantes, casas de eventos e de recepções, salões de festas, parques de diversão, circos e similares;

bares;

shoppings (exceto como pontos de coleta de compras eletrônicas em seus estacionamentos, em formato de guichês);

feiras e exposições de artesanato;

O que será proibido:

reuniões comemorativas (inclusive de Ano Novo) em espaços públicos, clubes e condomínios;

eventos de formatura, aniversários e casamentos, independente da quantidade de público;

eventos promovidos pelo Governo;

visitas a pacientes internados com Covid;

visitação a presídios e a centro de detenção para menores;

venda de produtos por ambulantes;

O que pode abrir:

serviço de transporte de passageiros;

funcionamento do setor industrial;

atendimento presencial médico, odontológico e de fisioterapia, com agendamento prévio e de forma emergencial;

comércio de artigos médicos e ortopédicos;

clínicas veterinárias e de serviço de assistência à saúde dos animais, apenas para atendimentos de urgência e emergência;

petshops e estabelecimentos que comercializem alimentos e medicamentos destinados a animais, apenas nas modalidades delivery, drivethru ou coleta;

as feiras e mercados públicos;

supermercadistas de pequeno, médio e grande porte, atacadista e pequeno varejo alimentício;

padarias, apenas nas modalidades delivery, drive-thru ou coleta;

restaurantes e lanchonetes, apenas nas modalidades delivery, drive-thru ou coleta;

bares registrados como restaurante poderão funcionar apenas nas modalidades delivery, drive-thru ou coleta;

distribuidora de água mineral e gás de cozinha;

postos de combustíveis, limitando-se as lojas de conveniência apenas para as compras rápidas;

bancos, cooperativas de crédito e loteria;

oficinas mecânicas e estabelecimentos que comercializam peças automotivas, materiais elétricos e de construção;

lavanderias;

serviços notariais;

escritórios de advocacia e contabilidade;

assistência técnica de eletrônicos, eletrodomésticos e demais itens;

óticas;

floriculturas;

hotéis, com suas áreas e serviços restritos aos hóspedes;

os eventos esportivos profissionais, sem a presença de público;

academia e similares;

realização de apresentações artísticas, desde que transmitidas pela internet, sem a presença de público

*Com informações do G1/RN

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