Morosidade do STJ mantém Wilson Lima no Governo do Amazonas

Desde junho, a população do Amazonas aguarda uma decisão dos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sobre as investigações realizadas pelo Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) contra uma quadrilha que desviou recursos públicos federais destinados a atender às necessidades de saúde decorrentes da pandemia do novo coronavírus no Amazonas.

O compromisso foi firmado pelo ministro Humberto Martins (foto) ao tomar posse como presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), em cerimônia realizada em (27/08/2020) ressaltou que ”a demora na entrega da prestação jurisdicional deve ser erradicada, deve ser dizimada, pois implica serviço público ineficiente, e a espera, para o direito, pode representar a perda irreversível de seu objeto.”

À época, o próprio governador Wilson Lima foi alvo de buscas e apreensões em sua própria casa, na sede do governo do estado e na sede da Secretaria de Saúde do Amazonas, em Manaus. Wilson Lima e mais 13 pessoas são suspeitas de superfaturamento e desvio de dinheiro público na compra de respiradores. Na mesma operação, a PF prendeu a então secretária de saúde, Simone Papaiz.

A PF cumpriu mandados de prisão temporária contra oito pessoas, além de buscas e apreensões em 14 endereços de Tobias,pessoas ligadas ao governador. As medidas foram determinadas pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça , e incluem o bloqueio de bens no valor R$ 2,976 milhões, de 13 pessoas físicas e jurídicas, incluindo Wilson Lima.

No mês passado (08/10) foi deflagrada a segunda etapa da Operação Sangria que prendeu mais cinco envolvidos e novas buscas e apreensões foram autorizadas. Foram presos Rodrigo Tobias, ex-secretário de Saúde do estado,, Gutemberg Alencar, apontado como “homem de confiança” do governador, Dayana Mejia de Sousa, ex-secretária executiva da Saúde, Luiz Avelino Junior, marido da ex-secretária de Comunicação do estado e Ronaldo Gonçalo Caldas Dantas Santos, engenheiro clínico.

Deputados da oposição demonstraram indignação, pois, mesmo com vários envolvidos presos e com mandatos de busca e apreensão, inclusive contra o Vice-Governador Carlos Alberto (PTB), o grupo continua no comando do Estado.

Segundo o deputado Wilker Barreto: “o coração aperta quando vejo que esse governo, que essa organização criminosa possa virar o ano e administrar 21 bilhões do povo do Amazonas”.

“A Lei Orçamentária Anual (LOA) do estado do Amazonas está para ser aprovada na Assembleia Legislativa com um orçamento de mais de 21 bilhões de reais. Isso significa, literalmente, abrir a porta do galinheiro para os lobos ou, mais diretamente, dar dinheiro para corruptos administrarem”, comentou Wilker Barreto.

O deputado apelou para que o Superior Tribunal de Justiça analise as provas da Operação Sangria e, de alguma forma, impedir que o governador Wilson Lima e seus aliados continuem a vilipendiar o patrimônio público amazonense.

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