Moro ameaça pedir demissão se Bolsonaro exonerar diretor da PF

Deputados e senadores já anunciam nas redes sociais que Sérgio Moro deixou a pasta da Justiça; oposição comemora

O presidente Bolsonaro comunicou nesta quinta-feira (23/04) ao ministro da Justiça, Sergio Moro, que pretende trocar o comando da Polícia Federal. O ministro, então, mostrou contrariedade e pretende pedir demissão e decidiu que se ocorrer a troca, deixará o cargo. Aliados de Moro já aguardavam a nova ofensiva do presidente para trocar Mauricio Valeixo. Bolsonaro acaba de comentar que a decisão de ficar ou sair é do ministro.

Moro, ao ser informado, demonstrou perplexidade uma vez que Valeixo é um nome de sua confiança e um dos policiais mais respeitados da instituição.

Quem acompanha as investidas do presidente desde o ano passado, diz que o problema para o presidente não é Valeixo, mas o próprio ministro e que o presidente quer um diretor-geral próximo à família Bolsonaro.

Aliados de Moro avaliam que a saída de Valeixo enfraquece o ministro e significa uma intervenção do presidente na principal corporação de investigação do país.

Três nomes estão cotados para substituir Valeixo. O mais cotado é o atual secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Gustavo Torres, amigo pessoal de Eduardo Bolsonaro.

Perfil

Anderson Torres é delegado da Polícia Federal com especializações em Ciência Policial, Investigação Criminal e Inteligência Estratégica. Coordenou as principais investigações voltadas ao combate ao crime organizado na Superintendência da Polícia Federal, em Roraima, entre 2003 e 2005.

Entre 2007 e 2008, coordenou toda a atividade de inteligência da Polícia Federal na repressão a organizações criminosas de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Teve sob sua responsabilidade a administração da parte técnica e logística da Diretoria de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal e suas congêneres regionais entre 2008 e 2011.

Participou também, até 2011, de investigações internacionais em conjunto com os adidos policiais de outros países, radicados no Brasil, que atuam no combate a grandes organizações criminosas.

 

 

 

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