Future Quest – Volume 1 (HQ) – Análise

Finalmente, chega ao Brasil a primeira das quatro franquias lançadas pela DC Comics sobre os personagens clássicos da Hanna-Barbera: Future Quest, que reúne todos os heróis do estúdio em uma mesma aventura. Jonny Quest, Space Ghost, Homem-Pássaro, Os Herculóides, Mightor, Frankenstein Jr. e Os Impossíveis, depois de várias décadas esquecidos, ganham novas histórias individuais e uma história principal onde todos se conectam.

A Panini Books lança o título em formato de compilado contendo várias histórias das edições de 1 a 6 lançadas nos EUA. Com roteiros de Jeff Parker e artes de Evan Shaner e Steve Rude, revemos os nossos heróis em traços lindos, muito inspirados nos traços das próprias séries animadas, concebidos pelo lendário cartunista e ilustrador Alex Toth.

A história gira em torno de um monstro intergaláctico gigantesco chamado Omnikron, que se alimenta da energia dos planetas. Para transitar entre diversos mundos, a criatura cria vórtices espaço-temporais, além de ter a capacidade de se desmembrar e se autorreplicar em unidades menores, tornando absolutamente difícil sua destruição total.

A grande proeza de Future Quest é explorar o passado de alguns heróis nunca detalhado pelas séries animadas. É aqui que se descobre que Space Ghost é o único sobrevivente de uma explosão ocorrida em seu planeta por causa do Omnikron. A mesma revista também conta o passado de Zandor e Tara, e como foram parar no planeta dos Herculóides.

Quando o Dr. Benton Quest resolve investigar o surgimento desses vórtices em várias partes do planeta, Jonny e Hadji deparam-se com um vórtice no meio da floresta da mansão Quest, de onde cai a nave de Space Ghost, perseguida por uma organização terrorista chamada M.E.D.O, que tem um contrato com Dr. Zin, um cientista inimigo de Dr. Benton, que quer o poder do Omnikron para si. É daí que a história avança, com direito à descoberta de uma região dentro da floresta onde morava Ug, de Dino Boy, há 45.00 anos, que vem para o tempo atual através de um dos vórtices.

A origem de outros personagens, como Mightor, Frankenstein Jr. e Os Impossíveis também é contada neste volume. A paleta de cores sóbria e claramente azulada da curta história de Frankenstein Jr. figura entre uma paleta de cores rosa e azul que dá um visual único para uma das histórias dos Herculóides e um padrão multicolorido da história dos Impossíveis, que abrilhanta o final da revista. Destaque para o forte roxo e amarelo presente numa das histórias de Homem-Pássaro, que, não obstante, é marcada pela morte de vários agentes terroristas da M.E.D.O pelo Omnikron. Parece que a máxima do cinema, “se há roxo, alguém vai morrer”, também pode ser sentida nessa HQ.

Com expressões faciais marcantes e nitidamente feitas com muita paixão, os personagens voltam de maneira digna, proporcionando alegria e nostalgia aos fãs, além de poder introduzir esses heróis para uma nova geração. Assim como os heróis da DC e da Marvel, originários dos quadrinhos, se tornaram popularizados para o grande público por causa das séries animadas, parece que os heróis da Hanna-Barbera tomarão o caminho inverso – originários da TV, têm tudo para conquistar a geração atual pela qualidade desta HQ, que marca o retorno de alguns dos personagens mais marcantes da cultura popular, consistindo no talvez mais importante legado do trabalho de Alex Toth, William Hanna e Joseph Barbera.

Fábio Reis é formando em Design Industrial

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *