CAPES investe em pesquisa na Amazônia Legal

Os indígenas Surui que vivem em Marabá (PA), assim como outras etnias que se encontram em Belém (PA) e comunidades ribeirinhas da Ilha do Combu, no mesmo estado, serão beneficiadas com os investimentos feitos pela CAPES.

O Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação – Amazônia Legal desenvolvido na Universidade Estadual do Pará (UEPA) vai operar três grandes linhas de ação. Durante os próximos quatro anos, pesquisadores, doutorandos e mestrandos de cinco cursos de pós-graduação vão trabalhar com a qualidade da saúde destas populações e na melhoria da formação escolar.

O foco da instituição será a investigação in loco sobre o ‘Bem Viver dos Povos Indígenas’, além de análises e estudos sobre a sua diversidade sociocultural, as condições de saúde e as práticas educativas desenvolvidas nas tribos. “Mais uma vez, a CAPES mostra sua sensibilidade em investir em universidades do norte do País, viabilizando o desenvolvimento de programas de pós-graduação de maneira associada ao estímulo do desenvolvimento da qualidade de vida dos povos que habitam nossa região”, observa o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UEPA, Renato Teixeira.

Associando os esforços dos Programas de Pós-Graduação em Educação e em Educação Escolar Indígena, pesquisadores poderão analisar e orientar professores indígenas no aperfeiçoamento de suas metodologias de ensino e suas teorias de aprendizagem para a própria população. “Queremos estudar e fomentar uma espécie de pedagogia especial e específica para as populações indígenas”, explica o pró-reitor.

Por outro lado, os Programas de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e em Geografia permitirão investigar as condições sanitárias existentes na mesorregião do Marajó. Neste contexto estão incluídos os estudos dos modos de agricultura convencional e familiar, depósitos de lixo e qualidade do solo, entre outros aspectos.

Paralelamente, os membros do Programa de Pós-Graduação em Biologia Parasitária da Amazônia deverão se concentrar em estudar os efeitos da COVID-19 em toda a população. “A gente percebeu que parece existir um tipo de síndrome pós-COVID-19. Mesmo curadas, as pessoas não se sentem bem, com saúde plena. Por isso, vamos focar esta pesquisa em reabilitação, envolvendo a fisioterapia e a terapia ocupacional”, explica Teixeira.

A UEPA tem 28 anos de existência e 17 mil alunos em todas as modalidades e níveis de educação superior. Eles encontram-se distribuídos em 21 campi, dos quais 17 no interior do estado. Renato Teixeira comemora: “Somos profundamente gratos à CAPES, pois agora poderemos investir na pós-graduação por meio do novo programa da Amazônia Legal enquanto ainda estamos desenvolvendo, até 2023, o Procad Amazônia”.

Amazônia Legal

O PDPG na Amazônia Legal vai incentivar o desenvolvimento dos programas de pós-graduação em áreas estratégicas na região da Amazônia Legal. Serão oferecidas 488 bolsas: 130 para mestrado, 90 para doutorado e 268 para pós-doutorado. O investimento em cada projeto será de R$627,2 mil, dos quais R$200 mil são destinados ao custeio. A Amazônia Legal corresponde a 59% do território brasileiro e engloba nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

A seleção considerou como áreas estratégicas Biotecnologia, Biodiversidade, Conservação e Recuperação Ambiental, Saúde Pública, Doenças Tropicais e Tecnologias para o Trabalho em Saúde, Combate e Prevenção Voltados ao Enfrentamento de Epidemias, Engenharias, Tecnologia de Informação e Comunicação, Clima, Energia e Recursos Hídricos, Produção Animal e Vegetal Sustentável, e Diversidade Sociocultural, Sustentabilidade e Atividades Socioeconômicas.

 *Assessoria de Comunicação Social  do MEC.

 

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