Testemunha: “Assassino pediu para jogador manter relações com a esposa”

A Polícia Civil do Paraná já montou todo o quebra cabeça do assassinato do jogador do São Paulo, Daniel Correa Freitas, o Daniel, 24 anos. Na última quinta-feira, 8/11, uma testemunha, David Willian da Silva, de 18 anos, declarou que Edison Brittes, que é o principal suspeito do assassinato, convidou o jogador para manter relações sexuais com Cristiana Brittes, sua esposa.

“Edison sabia o que estava acontecendo, a mulher dele também, ambas as partes firmaram acordo. Porém, depois que ele viu que os dois realmente ficaram juntos na cama, ele ficou revoltado e optou por matar Daniel”, narrou a testemunha. Edison confidenciou à testemunha que usou cocaína além de outras drogas sintéticas antes de praticar o crime.

David Willian disse que o jogador tentou apelar para a amizade com Allana Brittes para tentar evitar que algo mais grave acontecesse. Em depoimento prestado à Delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, o investigado confessou que Daniel, depois de ser tirado do quarto de Cristiana Brittes aos socos e pontapés, caiu em frente à garagem e apenas murmurava “sou amigo da Allana”.

Daniel e Allana, filha de Edison Brittes, eram conhecidos há pelo menos um ano. Fotos mostram que ele esteve no aniversário de 17 anos dela e retornou neste ano para a festa de 18.

Presos

Além da família Brittes, estão presos David William, Ygor King e Eduardo Henrique Ribeiro da Silva. Eles prestaram depoimento na sexta-feira (9). David e Igor foram transferidos à carceragem do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) para evitar qualquer tipo de contato com Eduardo Henrique, que foi trazido de Foz do Iguaçu durante a noite. Os três estariam com Edison Brittes Junior no carro que levou Daniel até a Colônia Mergulhão, local em que o corpo foi encontrado.

Detalhes

Segundo o depoimento de Ygor, Daniel estava de cueca e que a intenção ao deixarem a casa era com que ele passasse vergonha. “Edison colocou Daniel no porta-malas. “Daniel com certeza estava vivo, pois apenas resmungava tentando dizer algo que não era entendido”, descreveu.

Edison teria apontado para que David, Ygor e Eduardo entrassem no veículo Veloster. O suspeito diz que a ideia inicial era apenas deixar Daniel no meio da rua para “passar vergonha”, mas que Edison “ficou descontrolado” após ver algo em um celular. “Todos no carro ficaram em pânico, porque a vítima já tinha o que merecia”, disse no depoimento.

Carreira

O jovem jogava para o São Paulo e era emprestado para o São Bento (SP), ele surgiu na parte base do Cruzeiro. Anteriormente reforçou o Botafogo no ano de 2013, tendo espaço na equipe principal e conseguindo se destacar no ano seguinte. Já no período de dezembro em 2014, manteve conversa com o Palmeiras, mas foi não foi aprovado em virtude de exames médicos.

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