Arthur Nory voa para o ouro em Stuttgar

Deu Brasil na final de barras fixas no Mundial de Ginástica, em Stuttgart, Alemanha. Marthur Nory voou em acrobacias de grande dificuldade para arrancar o título e com uma nota 14,900 pontos, deixando para trás o croata Tin Srbic (14,666) e o russo Artur Dalaloyan (14,533).

O medalhista olímpico do solo sabia que a série da barra fixa tinha sido próxima da perfeição e que estava perto de seu primeiro pódio em um Mundial de ginástica artística. E a medalha inédita foi de ouro, levando o ginasta de 26 anos aos prantos.

Bronze no solo da Olimpíada do Rio, Nory conquistou uma medalha em seu principal aparelho. Ele já havia sido quarto colocado no Mundial de Glasgow, em 2015, mas em um cenário totalmente diferente de Stuttgart. Nory era azarão, com nota de dificuldade pelo menos meio ponto atrás dos medalhistas na Escócia. Na Alemanha, o brasileiro apresentou a série mais difícil, alinhada a uma precisão incrível. Uma receita de ouro.

O título foi um prêmio à dedicação de um ginasta que em maio descobriu ter um problema sem cura no joelho. A condromalácia é um desgaste crônico da cartilagem do joelho que o fez diminuir a carga de impacto no solo e no salto. Por outro lado, a lesão fez também Nory focar ainda mais na barra fixa. Foi assim que ele foi evoluindo a cada série no ano. Primeiro no Pan de Lima, quando ficou com a prata atrás apenas do companheiro de treino Francisco Barretto, que teve um dia iluminado.

Arthur Nory entra para um seleto hall de brasileiros campeões mundiais, se juntando a Daiane dos Santos, Diego Hypolito e Arthur Zanetti.

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