Amazonas é campeão brasileiro em casos de tuberculose

Manaus (AM) – O Estado do Amazonas lidera o ranking de incidência de casos de tuberculose no Brasil, com um total de 3.112 pessoas infectadas com a bactéria (bacilo de koch) e 139 óbitos em 2017. A maioria – 2.290 casos -, equivalente a 74%, aconteceu na cidade de Manaus. Atualmente, 1,4 milhão de pessoas morrem no mundo vítimas da tuberculose, sendo 4,5 mil delas no Brasil.

As estatísticas foram divulgadas, nesta terça-feira (20), pela Coordenação do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, durante o III Seminário do Comitê Estadual de Controle da Tuberculose, no auditório Belarmino Lins, da Assembleia Legislativa (Aleam), dentro da programação da Semana de Combate à Tuberculose.

O evento teve o apoio da Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento e Defesa dos Direitos da Pessoa com DST/HIV/Aids e Tuberculose (FRENDHAT), presidida pelo deputado Luiz Castro (Rede), e foi direcionado aos profissionais das redes públicas de Saúde e Educação do Estado e do Município de Manaus, bem como à sociedade civil organizada.

A coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose no Amazonas, Marlúcia Garrido, informou que, hoje, em Manaus, em cada cem mil habitantes, cem têm tuberculose. “Isso é muito alto com relação à meta mundial de acabar com a tuberculose”, declarou Marlúcia. Segundo ela, a meta é reduzir para menos de dez casos para cada cem mil habitantes até 2035. “É um grande desafio para nós como estado e capital”, observou.

Garrido explicou que a medida para quebrar a cadeia de transmissão da doença se dá com a descoberta das pessoas infectadas, para que sejam submetidas ao tratamento e cura.

“É preciso que as pessoas façam adesão ao tratamento e tomem o medicamento, porque se elas não tomam o remédio corretamente, podem criar resistência, acarretando uma situação pior, que é transmitir bactérias resistentes para outras pessoas”, advertiu a coordenadora, lembrando a importância do envolvimento de todos os segmentos da sociedade. Ela destacou que o tratamento médico dura em média dois anos e o principal sintoma da doença é a tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro.

O secretário de Saúde de Manaus, Marcelo Magaldi, ressaltou que a incidência elevada dos casos de tuberculose na capital é em função da melhora, nos últimos anos, do diagnóstico. De acordo com ele, hoje, mais de cem unidades básicas de saúde possuem o diagnóstico rápido da doença. “As pessoas que apresentam os sintomas podem se dirigir às unidades para fazer o teste e, em menos de 24 horas, ter o resultado”, disse o secretário. Marcelo salientou que todos os casos descobertos estão sendo tratados.

“É um tratamento que não pode ser interrompido, pois se for interrompido não tem eficácia. E aí, como é uma doença contagiosa, ela vai se espalhar para novas pessoas”, afirmou Magaldi. Ele acrescentou que as equipes da Semsa estão fazendo buscas ativas intensas para tirar Manaus da desagradável posição de líder no ranking brasileiro de incidência de tuberculose.

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