Polícia Federal caça presidente do PROS

A Polícia Federal (PF) está a procura do presidente nacional do PROS, Euripedes Júnior, para cumprir mandado de prisão decretado pela Justiça Federal do Pará na Operação Partialis. Euripedes é alvo da operação deflagrada nesta quinta-feira (18) para apurar desvio de recursos públicos federais destinados a aquisição de gases medicinais no Pará.

O presidente da legenda não estava no endereço informado para cumprimento da prisão e, segundo investigadores, a defesa está em contato com a PF para que ele se apresente ainda nesta quinta. O PROS afirmou, por meio de nota, que não há qualquer envolvimento do partido ou do presidente do partido em atos ilícitos. Disse, ainda, que “preza pela lisura e transparência de sua gestão” e que está à disposição para prestar “todos os esclarecimentos necessários”. (íntegra da nota do partido ao final da reportagem)

A Operação Partialis é um desdobramento da Operação Asfixia, de junho de 2016, para apurar fraudes em licitações promovidas pela Prefeitura de Marabá.

Durante as investigações, descobriu-se um esquema de ilícitos dentro da prefeitura, que consistia na cobrança de valores por parte de servidores municipais em troca da facilidade no recebimento de valores atrasados.

Na operação desta quinta, a PF cumpriu, em parceria com a Receita Federal, 17 mandados em Marabá, Altamira e Brasília (DF).

Propina de Dilma

Eurípedes Júnior, que está foragido, foi acusado de receber R$ 7 milhões da Odebrecht para vender o tempo de TV do partido para a campanha de Dilma Rousseff em 2014.

Quando foi intimado a depor sobre o assunto, em maio deste ano, fez chacota e insultou o delegado encarregado de ouvi-lo, dizendo que ele não trabalhava direito.

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