Lewandowski vaga desolado pelo Supremo

Segundo O Globo, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, ainda n]ao conseguiu engolir o resultado das eleições presidenciais. Duas semanas após a eleição de Jair Bolsonaro, o ministro vaga desolado pelos corredores do STF. Ele esperava a vitória de Fernando Haddad para dar a canetada final para tirar Lula da cadeia, mas os eleitores decidiram o contrário.

Enrique Ricardo Lewandowski tem forte ligação com o PT. Ocupou os cargos de Secretário de Governo e de Assuntos Jurídicos de São Bernardo do Campo de 1984 a 1988 e presidiu a Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (EMPLASA) de 1988 a 1989. Ingressou na magistratura em 1990, no cargo de juiz do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo, escolhido por Orestes Quércia por meio do quinto constitucional da classe dos advogados, após indicação pela Ordem dos Advogados do Brasil, cargo no qual permaneceu até 1997 Neste ano, foi promovido a desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Exerceu a vice-presidência da Associação dos Magistrados Brasileiros de 1993 a 1995.[4]

Em 2006, foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal,[6][7] tendo sido vice-presidente de 2012 a 2014[8] e, de 2014 a 2016, presidido a Corte e o Conselho Nacional de Justiça Também exerceu a função de ministro do Tribunal Superior Eleitoral de 2006 a 2012, presidindo-o de 2010 a 2012, período no qual destacou-se por defender a aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010.

Dentre os principais processos dos quais foi relator, destacam-se os referentes às cotas raciais no ensino público (ADPF 186 e RE 597.285), à proibição do nepotismo (RE 579.951), à liberdade de manifestação na Praça dos Três Poderes (ADI 1.969) e ao reconhecimento da competência do poder judiciário para determinar reformas em presídios (RE 592.581), além de ter atuado como revisor da Ação Penal 470, relativa ao escândalo do Mensalão.

Em 2016 presidiu no Senado Federal o Processo de impeachment de Dilma Rousseff, que resultou na perda de mandato da então presidente, embora tenham sido preservados seus direitos políticos, em uma decisão controversa do ministro Lewandowski, ao decidir pela separação da votação da cassação e a votação da manutenção dos direitos políticos.

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