Equador: Rebeliões em presídios deixam 79 mortos

Pelo menos 79 presos foram mortos no decurso de violentos confrontos em três centros penitenciários do Equador, que as autoridades atribuem a uma disputa pelo controle das prisões, anunciou uma organização estatal.

Foi “um extermínio entre gangues criminosas”, denunciou o presidente Lenín Moreno ao falar sobre os incidentes de terça-feira (23), que classificou de “barbárie”.

 

Os últimos números divulgados pelo Serviço Nacional de Atenção Integral a Adultos Privados de Liberdade e Adolescentes Infratores (SNAI), no centro de privação de liberdade número 4 da província costeira de Guayas (sudoeste) foram registadas 31 mortes, enquanto no número 1 se contabilizam seis vítimas.

Na prisão número 1 da província andina de Cotopaxi (centro) há mais oito mortos, e na de Azuay (sul), outros 34. Existem 20 pessoas feridas e que “segundo os relatos permanecem estáveis”.

O SNAI assegurou que a situação nas prisões “está controlada” após as mortes durante as rebeliões sem precedentes nos registos dos centros de detenção do país andino.

O chefe dos serviços prisionais, Edmundo Moncayo, atribuiu os motins a disputas entre pelo menos duas organizações criminosas que disputam o controle das prisões, na sequência do assassínio em dezembro de José Luis Zambrano, conhecido por “Rasquiña”, que tinha sido libertado após cumprir pena.

Os motins nas prisões do Equador não são um fenómeno novo. Em agosto passado o presidente cessante Lenín Moreno declarou o estado de exceção no sistema prisional do país após o que definiu de “caos” provocado por “máfias” no interior dos centros penitenciários. (DN/RN)

 

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