Ala militar defende ações de Eduardo Pazuello

Nesta terça-feira (26), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recebeu apoio dos ministros militares. Eles são o grupo dentro do governo que mais tem prestado apoio político a Pazuello e avaliam que o inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) contra ele será a possibilidade efetiva, formal, jurídica e política de elencar todas as ações do ministro na pandemia e mais especificamente no Amazonas.

O Ministério da Defesa está enumerando grande parte dos dados que Pazuello vai utilizar em sua defesa no inquérito.

O alvo do inquérito é minar o presidente Jair Bolsonaro nas eleições 2022.

“Pazuello vai mostrar tudo o que as Forças estão fazendo na crise”, disse um ministro à CNN. Inclusive um dos documentos considerados mais relevantes: o que comprovaria que foram tomadas medidas em Manaus já no dia 8 de janeiro, data símbolo porque é a considerada quando Pazuello foi oficialmente informado da falta de oxigênio.

Ademais, já há uma gama de números sendo levantada com dados sobre cilindros, tanques líquidos e usinas de oxigênio entregues e pacientes transferidos. Em nível macro, serão apresentados dados sobre mortes no Brasil em proporção à população (hoje o Brasil ocupa o 18º lugar) e a posição na vacinação no mundo (hoje em 15º lugar).

A despeito dessa força-tarefa, na prática, é evidente o incômodo com a crise. Dizem que Pazuello virou ministro de maneira acidental na medida em que foi posto lá para ajudar Nelson Teich após a queda de Luiz Henrique Mandetta; mas, como Teich saiu, assumiu o posto.

O alvo real, consideram, é o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Assim, atacam o ministro para atingir o Palácio do Planalto já tendo em vista as eleições de 2022.

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