Espanha não descarta 3ª onda da Covid-19

O ministério da Saúde de Espanha, Salvador Illa, não descarta a chegada de uma terceira onda da Covid-19 no país. “Não podemos nem devemos descartar uma terceira onda. Estaríamos a enganar-nos. Podemos minimizá-la muito se não a pudermos evitar”, alertou, em entrevista à TVE.

Salvador Illa lembra que o convívio com o vírus vai continuar durante os próximos meses. “Iniciamos o processo de vacinação, mas falta uma segunda dose e só depois os vacinados serão imunizados. Temos de continuar a seguir as recomendações”, acrescentou.

O governante pediu cautela nos próximos dias, a propósito das comemorações da passagem de ano. “Isso não significa que não possamos comemorar a passagem de ano, mas que o façamos de forma prudente”, frisou.

Registro

A Espanha deverá registar os nomes das pessoas que se recusam a ser vacinadas contra a Covid-19 e partilhar a lista com outros países da União Europeia, revelou o ministro da saúde, que garantiu que a lista não será acessível ao público ou aos empregadores.

Salvador Illa disse que a maneira de derrotar o vírus passa pela vacinação em massa, embora ninguém seja obrigado a vacinar-se. “O que será feito é um registo, que será partilhado com os nossos parceiros europeus, das pessoas a que a vacina foi oferecida e simplesmente a rejeitaram”, frisou.

“Não é um documento que se tornará público e será feito com o maior respeito pela proteção de dados. Quando as pessoas que recebem uma terapia e que recusam por qualquer motivo, fica anotado que não há erro no sistema, que foi dada a possibilidade a essa pessoa de ser vacina”, explicou.

De acordo com uma sondagem recente, o número de cidadãos espanhóis que disseram que não vão tomar vacina caiu para 28%, uma queda face aos 47% de novembro.

“As pessoas que decidem não se vacinar, o que consideramos um erro, estão no seu direito. Vamos tentar tirar as dúvidas. A vacinação salva vidas e é a saída desta pandemia”, aditou o ministro.

Espanha é um dos países europeus mais afetados pela Covid-19, registando mais de 1,8 milhões de casos e 50 mil mortes, estando agora a iniciar a campanha de vacinação com o imunizante produzido pela Pfizer e a BioNtech, aprovada na semana passada. (DN/RN)

 

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