Brasileiros terão que bancar o ‘apagão’ no Amapá

Durma com esta decisão: Parte das despesas para restabelecer o fornecimento de energia no Amapá será bancada por todos os consumidores do país. O montante será usado para contratação emergencial de usinas térmicas para restabelecimento do serviço no estado, que está sem energia desde a semana passada, após um incêndio na subestação Macapá.

Aí vem a clássica pergunta: O que é que eu tenho a ver com isso?

O incidente causou o desligamento da linha de transmissão e das usinas que abastecem a região. Os custos serão embutidos na conta de luz por meio do ESS (Encargo de Serviços do Sistema), que serve para manter a estabilidade do sistema elétrico. Essa conta será rateada entre os consumidores atendidos pelas distribuidoras, como os residenciais, e pelos que operam no chamado mercado livre, como indústrias.

O saldo dependerá da quantidade de energia, do tempo que esse acionamento será necessário e do custo do combustível que será usado pelas usinas. O Ministério de Minas e Energia autorizou a Eletronorte, subsidiária da Eletrobras, a contratar “de forma célere, excepcional e temporária” até 150 MW por até seis meses ou quando houver reconhecimento de condição satisfatória de atendimento ao Estado.

De acordo com a pasta, cerca de 80% do serviço já foi restabelecido. Um transformador extra também foi enviado a Macapá e deve chegar no final de semana, mas ainda não há data prevista para começar a operar.

Além disso, a população carente residente nos 13 municípios atingidos conseguiu obter na justiça do direito de pagamento de mais duas parcelas de R$ 600.

O TCU (Tribunal de Contas da União) vai apurar se houve algum tipo de omissão do poder público no incidente que levou ao apagão no estado. Segundo informações do jornal Valor Econômico, tanto o Ministério de Minas e Energia quanto órgãos do setor elétrico sabiam dos riscos no Amapá. Documentos indicam que a subestação atingida, a SE Macapá, operava no limite da capacidade há cerca de dois anos e também não tinha condições de ser religada imediatamente. (UOL/RN)

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *