Prefeitura do Rio desmente invasão em hospital

Na manhã de sexta-feira (12), um grupo provocou tumulto no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, referência no tratamento da Covid-19 no Rio de Janeiro. Segundo a prefeitura carioca, a confusão foi causada por cinco pessoas de uma mesma família depois da morte de uma mulher de 56 anos, vítima da doença.

Opositores ao governo Bolsonaro viralizaram nas  redes sociais que a confusão teria sido causada por um grupo que ‘invadiu’ o hospital após comentários do presidente incentivando a população a filmar hospitais supostamente vazios. A Prefeitura do Rio negou tal relação.

Revolta

Segundo a prefeitura, a mulher era parente dos envolvidos no tumulto, e o grupo de familiares quebrou placas de sinalização e causou danos.

Ainda de acordo com a prefeitura, guardas municipais, vigilantes e outros funcionários do hospital ajudaram a contornar a situação. Uma mulher envolvida no tumulto precisou ser medicada para se acalmar. A prefeitura informou que ninguém morreu durante o tumulto.

Moro compartilhou Fake News

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro criticou a invasão a um hospital do Rio de Janeiro promovida por um grupo que havia perdido um familiar infectado pelo coronavírus. Sem citar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ex-juiz afirmou que “esse comportamento não pode ser incentivado”.

Menos de 24 horas antes, Bolsonaro estimulou seus seguidores a filmar o interior de hospitais públicos e de campanha. Ao pedir que seja averiguada a ocupação dos leitos de emergência, o presidente sugeriu que estados e municípios estariam, deliberadamente, deixando pessoas sem atendimento de propósito.
Não houve invasão! E agora Moro?

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