Cremam libera uso de cloroquina no Amazonas

Manaus (AM) – O Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Cremam) recomendou o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para tratar pacientes diagnosticados como casos leves e moderados do novo coronavírus (covid-19).  As substâncias estavam liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) somente para casos graves.

Na recomendação do Cremam consta o uso da cloroquina e a hidroxicloroquina, mesmo em pacientes diagnosticados como casos leves, moderados e graves de pneumonia por covid-19, associada ou não à azitromicina, desde que não possuam contraindicação ao uso dessas substâncias.

Cloroquina

A cloroquina é ocasionalmente usada no tratamento de amebíase extraintestinal, artrite reumatoide e lúpus eritematoso. É um medicamento de administração oral.[1] Em março de 2020 estava também a ser usado de forma experimental no tratamento de infeções por Covid-19.

Os efeitos adversos mais comuns são problemas musculares, perda de apetite, diarreia e erupções cutâneas. Entre outros afeitos adversos mais graves estão problemas com a visão, danos musculares, crises epilépticas e baixa concentração de células sanguíneas.  A administração durante a gravidez aparenta ser segura. A cloroquina faz parte de uma classe de medicamentos denominada 4-aminoquinolinas. O medicamento atua contra a forma assexual de malária no interior das hemácias.

A cloroquina foi descoberta em 1934 pelo investigador da Bayer, Hans Andersag. Faz parte da Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial de Saúde, uma lista dos medicamentos mais eficazes, seguros e fundamentais num sistema de saúde.  Está disponível como medicamento genérico.

Hidroxicloroquina

Já a hidroxicloroquina é indicada para o tratamento de afecções reumáticas e dermatológicas; artrite reumatoide; artrite reumatoide juvenil; lúpus eritematoso sistêmico; lúpus eritematoso discoide, e em condições dermatológicas provocadas ou agravadas pela luz solar.

Diferenças

Existem diferenças, mas não muito significativas: Primeiramente, a cloroquina tem um custo mais baixo – é o remédio distribuído pela farmácia popular – e é mais eficaz. A outra consiste nos efeitos adversos; a cloroquina deposita-se em muitos tecidos do corpo, entre os quais o olho e o canal auditivo. São, portanto, efeitos colaterais da cloroquina quando em uso prolongado alterações de visão e audição. Essas, entretanto, não são alterações exorbitantes e desaparecem com a suspensão da medicação.

A hidroxicloroquina pode ser considerada, então, um pouco mais segura, mas mesmo isso vária entre pacientes, visto que suas respostas aos medicamentos podem ser diferentes. Para o tratamento da malária, como não são necessárias muitas doses, prefere-se a cloroquina, já que age com maior rapidez e eficácia, além do menor custo.

 

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