Justiça censura notícias de crimes da J&F/JBS 

A justiça brasileira  fez uma opção perigosa: em vez de cumprir a lei, decidiu  pela “interpretálão”. Dependendo do interesse, os magistrados fingem desconhecer o artigo 220 da Constituição que proíbe a censura.

Maior portal de buscas do mundo, o Google vem sendo obrigado pela Justiça brasileira a censurar acesso a notícias sobre o escândalo de corrupção envolvendo Joesley Batista & cia, controladores do grupo J&F/JBS. Tudo à revelia da Constituição, que veda qualquer forma de censura, e também do interesse público.

Os veículos ficam sabendo da censura quando o Google comunica a decisão da Justiça.

Impedidos de processar os veículos e os jornalistas, que afinal apenas informaram fatos, censura-se o acesso às notícias por meio do Google.

Correm em conveniente “segredo de Justiça” as ações determinando ao Google que censure notícias sobre o esquema de corrupção.

A Constituição proíbe “qualquer restrição” à informação e veda “toda e qualquer censura”. Exceto para corruptos ricos e influentes, pelo visto.

 

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