FAS adota sistemas e soluções ecológicas em sua sede

Do uso de energia solar ao plantio de árvores frutíferas, a instituição promove esforços para tornar a edificação mais sustentável

Reforçando seu compromisso com a conservação do meio ambiente e o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Amazônia, a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) tem investido, ao longo dos anos, na adoção de práticas e soluções relacionadas à redução de impactos ambientais e uso racional de recursos naturais em sua sede em Manaus. Além disso, promoverá nesta quarta-feira, dia 23, a partir das 15h, a live “Geração de Energia e Sustentabilidade” em seu canal no YouTube (TV FAS Amazonas).

O evento online debaterá a implementação dos sistemas de geração solar, economia e redução de custos com a participação do superintendente geral da FAS, Virgilio Viana, superintendente administrativo e financeiro da FAS, Luiz Vilares, a responsável por Obras e Operações da FAS, Eva Duarte, e o professor do Departamento de Eletricidade da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Alessandro Trindade.

A implementação de painéis de energia fotovoltaica, no último mês na sede da FAS, é um exemplo dos esforços empreendidos para tornar a edificação mais sustentável. A medida busca difundir o uso de energias limpas na região, contribuir com o cumprimento dos acordos climáticos e promover a descentralização, descarbonização e digitalização da transformação de energia no Brasil, colocando em prática o ODS 7 (Energia limpa e acessível) da Organização das Nações Unidas (ONU).

No total, foram instalados 520 painéis solares e a estimativa é economizar 85% do custo de energia. “Estamos revendo nosso padrão de consumo para os próximos tempos, elevando também nosso padrão de edificação sustentável, com alta aderência ao nosso nome e missão, e também com significativa redução do consumo de energia. Esperamos um menor consumo futuro em relação aos anos anteriores e nos prepararmos ao ‘novo normal’ que viveremos pós-pandemia”, explica Luiz Villares.

Além da eficiência energética, a busca pela minimização dos impactos ambientais abrange outros setores da instituição. Entre os recursos pensados para tornar a edificação mais sustentável, estão iniciativas de arquitetura ecológica, como reuso de madeira de barcos e o uso de madeiras retiradas por comunitários licenciados para o manejo; instalação de lâmpadas LED, em sua grande maioria com sensores de presença; utilização de plantas nas áreas internas; e a opção por grandes esquadrias para garantir o melhor aproveitamento  de iluminação natural.

“Esse investimento em energia solar representa um passo a mais no sentido de tornar as atividades da FAS cada vez mais alinhadas com os princípios e as boas práticas do desenvolvimento sustentável. A médio prazo trará uma economia relevante para a instituição, tendo a FAS como primeira organização não governamental em Manaus a implementar sua autossuficiência energética a base de energia solar e com geração própria”, declarou o superintendente geral da instituição, Virgilio Viana.

Segundo a arquiteta da FAS, Eva Eduarda, a busca pela sustentabilidade é um processo que envolve uma gama de conhecimentos para fazer tarefas complexas se tornarem simples, assim como na natureza. “Cada ano que passa é uma oportunidade para nos reinventar dentro da Fundação (Amazonas Sustentável), um trabalho de formiguinha e conscientização que estamos levando de dentro pra fora, aprendendo a não descartar, mas reaproveitar, até porque essa é a nossa causa”, conta.

A FAS também possui sistema de captação de água da chuva para redução do consumo de água potável e sistema de tratamento de efluentes, ligado com a preservação dos rios e igarapés da cidade, transformando dejetos em água tratada e reutilizando-a em seus jardins.

Atividades de plantio e conservação de árvores frutíferas na sede e seu entorno também foram adotadas. “Temos mais de 200 pés de açaí na sede da FAS e, recentemente, plantamos mais 30 mudas de abacaxi, além das mangueiras e abieiro”, afirma a arquiteta, destacando que a instituição possui ainda uma horta orgânica.

A FAS mantém também um minhocário, iniciativa que reduz o descarte de resíduo orgânico, emissões de gases do efeito estufa e produz um rico fertilizante natural, além de uma criação de abelhas indígenas, que tem como objetivo a conservação da espécie e de plantas dependentes de polinização.

“O fator sustentabilidade da edificação da FAS vem sendo construído por muitas mãos, na maioria pelos próprios colaboradores, o engenheiro que entende do lago e dos peixes, o ambientalista que entende da compostagem e minhocário, o jardineiro que entende de horta e, assim, sucessivamente”, complementa Eduarda.

Sustentabilidade e bem-estar 

O conceito de sustentabilidade não se resume às questões ambientais. Além de respeitar o meio ambiente e incentivar seus funcionários a fazerem o mesmo, uma instituição sustentável é aquela que também preza por unir as práticas ecológicas com o bem-estar dos colaboradores. A construção de um bom ambiente de trabalho traz ganhos para a saúde e aumenta a qualidade de vida das pessoas. Inclui também a sensação de fazer parte de algo maior e saber que suas atividades cotidianas estão interligadas a profundas transformações na sociedade tornando o dia a dia ainda mais produtivo.

 “Saúde e bem-estar estão totalmente vinculados ao local que possamos nos sentir pertencentes, seja para morar ou trabalhar. Passamos mais de oito horas por dia dentro de uma edificação que respeita a natureza e faz dela o conjunto da edificação no meio urbano. São vários os colaboradores que adotam sistemas em sua casa que a tornam mais cíclica, consciente ou trazem o exemplo de casa e implementam na sede”, conclui a arquiteta.

Sobre a FAS

A Fundação Amazonas Sustentável é uma organização da sociedade civil, fundada em 2008, com a missão de contribuir para a conservação ambiental da Amazônia através da valorização da floresta em pé e sua biodiversidade, e da melhoria da qualidade de vida das comunidades ribeirinhas associada à implementação e disseminação do conhecimento sobre desenvolvimento sustentável. Com sede na capital amazonense, executa projetos ambientais, sociais e econômicos voltados para a conservação da Floresta Amazônica. É uma organização sem fins lucrativos, sem vínculos político-partidários, de utilidade pública e beneficente de assistência social.

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