Diretor da Prevent Senior diz que médicos adulteraram planilhas

O diretor-executivo da operadora de planos de saúde Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, disse em seu discurso de abertura na CPI da Pandemia que dois médicos já desligados “manipularam panilhas” de pacientes para incriminar a empresa.

“Os dados foram manipulados, furtados e adulterados para atacar uma empresa idônea”, informou. Pedro alegou que as informações alteradas no sistema foram encaminhados a uma advogada para que formalizassem uma denúncia.

Batista Júnior também afirmou em seu discurso que uma das pacientes informada como morta no dossiê “está viva e bem”, foi tratada e curada com o protocolo receitado pela Prevent. “Ocorreram somente 2 óbitos, e o noticiário tirou totalmente de contexto esse documento e pegou mortes que ocorreram após o dia 4 como se tivessem ocorrido anteriormente”, diz.

O relator, senador Renan Calheiros, questionou se a prescrição dos medicamentos utilizados no tratamento precoce teve influência direta do presidente Jair Bolsonaro.

Batista Júnior informou que, “quem prescreve a medicação é o próprio médico. Houve uma série de pacientes exigindo a prescrição quando isso veio de encontro com os médicos da linha frente tentando salvar pacientes”.

Sobre a distribuição dos remédios, Pedro alega que eles tiveram venda suspensa nas farmácias e a própria operadora passou a distribuir aos pacientes. “Passamos a receber uma série de pacientes exigindo que nós também pudéssemos fornecer estes medicamentos”, disse.

Testagem

Questionado por Calheiros sobre a testagem em massa obter autorização dos órgãos responsáveis, Pedro diz “senador, não houve testagem de massa”, segundo ele, o estudo foi uma observação médica.

Sobre a eficácia do uso dos medicamentos, o diretor da Prevent informou que o número de óbitos foi menor com o tratamento precoce. “Em pacientes acima de 90 anos a taxa de óbito de 29%, o município de São Paulo teve taxa de 39%”.

Já a respeito do estudo ter sido desacreditado pela comunidade médica nacional e internacional, Pedro diz que ocorreu porque “nunca foi publicado”.

*Com informações do Diário do Poder

 

 

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