Lideranças das FFAA alertaram senadores: Pazuello é general

Os senadores que integram a CPI da Pandemia, alguns deles envolvidos em inúmeros casos de corrupção, foram alertados por lideranças das Forças Armadas  que Eduardo Pazuello era um general da ativa e que estava ali como um integrante do Exército Brasileiro.

O relator da CPI, o inquisidor Renan Calheiros, que responde a 17 processos no Supremo Tribunal Federal ficou “pianinho” durante o primeiro dia do depoimento do general Pazuello.

Outros ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro que já depuseram, como o ex-chanceler Ernesto Araújo e o ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten foram intimidados e ameaçados por alguns senadores.

Senadores relataram à CNN terem conversado sobre o tema Pazuello já com o comandante do Exército, Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, que completa um mês no cargo nesta quinta-feira (20). O ministro da Defesa, Braga Netto, também teria feito contatos com senadores.

Militares da ativa avaliaram que a condição de general chegou a ser colocada por Pazuello logo no início do depoimento, quando foi questionado por Renan sobre suas credenciais para assumir a secretaria-executiva do Ministério da Saúde. Pazuello respondeu: “Seria perguntar se a chuva molha”.

Segundo o Senado Federal, Pazuello passou mal e foi atendido pelo senador Otto Alencar. O ex-ministro, no entanto, negou a versão dos senadores. 

Após o depoimento ser suspenso, generais comemoravam o desempenho dele. Primeiro, pelo fato de não ter ido fardado, como se aventou. Segundo, por não ter utilizado do habeas corpus que Supremo Tribunal Federal (STF) lhe concedeu para se manter em silêncio. E, terceiro, avaliaram que respondeu às perguntas.

*Com informações da CNN

 

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