Renan e Randolfe trocam ‘carinhos’ na CPI da Covid

Na política, a conveniência, a hipocrisia e os interesses pouco republicanos unem adversários que se dizem irredutíveis em questões de “princípios”. Vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) atualmente jura amor eterno ao colega relator, Renan Calheiros (MDB-AL), mas o conceito já foi outro. A uniãodos dois senadores só foi possível porque eles têm semelhanças. Ambos têm processos no Supremo Tribunal Federal e um inimigo comum: Jair Bolsonaro.

Em 2013, Renan voltou a disputar a presidência do Senado após renunciar para escapar de mais um escândalo de corrupção. Na ocasião, Randolfe disse que o “grande inimigo da República era o uso privado da coisa pública”.

Renan renunciou à presidência após escândalo com denúncias de que uma empreiteira pagava pensão para uma filha tida fora do casamento com uma jornalista.

Em 2019, Randolfe foi o grande defensor da proposta de voto aberto na eleição para presidente do Senado, para inviabilizar Renan Calheiros.

Renan incentivou Kátia Abreu a tirar Alcolumbre da cadeira de presidente aos gritos de: “tira ele daí”. Randolfe não titubeou: “É o fundo do poço”.

Agora, Randolfe defende Renan e debocha da Justiça. Chamou a decisão que afastava Renan da relatoria de “liminar cloroquina, sem eficácia”.

Randolfe e Renan só faltam andar de mãos dadas nos corredores do Senado, mas são vistos trocando olhares e fazendo afagos. Unidos, conspiram para que a corrupção volte a imperar no Brasil.

*Com informações do Diário do Poder / Roteiro de Notícias

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