PF deflagra Operação no município de Rio Preto da Eva

Manaus (AM) – Nesta quinta-feira  (8), a Polícia Federal deflagrou uma operação contra fraudes em licitação, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro em um convênio firmado entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a prefeitura de Rio Preto da Eva (AM), distante 80 quilômetros de Manaus.

Durante a ação, foram cumpridos sete mandados judiciais de busca e apreensão, sendo cinco em Manaus, um no município de Rio Preto da Eva e um na cidade de Recife, em Pernambuco. Todas as ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Criminal da Justiça Federal do Amazonas.

Os alvos da Operação da Polícia Federal desta quinta-feira foram Isael Carvalho de Araújo, Francisco Rodrigues de Oliveira Lima, Cristiane Batista da Silva, Francisco Ribeiro Rocha, Gilson de Oliveira Passos Junior, José Lucas Araujo Felix, Jean Araujo Felix, MRP Excelso Serviços e Construções, CEPA Construções e Poços Ltda, Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras.

O contrato entre o órgão e a prefeitura da cidade previa a realização de obras de recuperação de estradas de acesso às comunidades rurais do município, nos anos de 2017 e 2018.

Segundo as investigações, há indícios de direcionamento nos processos de dispensa de licitação realizados pela prefeitura Rio Preto da Eva, que culminou na contratação das empresas investigadas.

A Polícia Federal descobriu, ainda, a existência de elementos que apontam para o superfaturamento nos serviços pagos pelo município, com recursos federais do Incra. De acordo com as investigações, foram realizados pagamentos integrais por serviços apenas parcialmente prestados ou até mesmo não executados.

O prejuízo causado aos cofres públicos chega a R$ 4,8 milhões.

O Incra recebeu o montante de R$80 milhões do Governo Temer via lobby de um ex-deputado federal.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. Se condenados, poderão cumprir pena de até 30 anos de prisão.

A administração do município de Rio Preto da Eva está  no núcleo de várias investigações. Políticos com e sem mandatos estariam envolvidos em esquemas montados para desviar recursos públicos.

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