Professora da UNB diz que Bolsonaro persegue pedófilos

A professora da Universidade de Brasília (UnB), Débora Diniz, publicou em seu perfil na rede social Instagram que uma das pautas prioritárias do presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional é a “perseguição a pedófilos”.

“A pauta prioritária de Bolsonaro no Congresso Nacional tem de arma em casa e na rua para mais gente; crianças em ensino domiciliar; perseguição a pedófilos; vantagens para agronegócios até perseguição aos povos indígenas”, escreveu ela.

“A perversidade parece complexa, mas não é. Segue a mesma lógica paranóica [sic] do patriarca que amplifica o medo para justificar a truculência. Por isso armas e pedófilos estão na mesma agenda: o patriarca espalha o pânico para justificar seu abuso de poder. Inclusive de ser ele mesmo um violentador sexual de crianças ou mulheres”.

Militante pelo aborto e uma das defensoras da ADPF 442, ação no STF que tenta descriminalizar a interrupção da gravidez (aborto) até a 12ª semana de gestação, Débora Diniz, “sugere” que o presidente Bolsonaro, por defender pautas conservadoras, pode ser um abusador.

A defensora do aborto e de pedófilos demonstra que a prática pedagógica nas universidades federais esta contaminada por propostas comunistas, que não respeitam a vida.

Entenda a pedofilia

Atualmente a pedofilia consta na CID-10, a classificação de referência da Organização Mundial de Saúde. A definição do termo é esta: “Preferência sexual por crianças, garotos ou garotas ou ambos, normalmente de idade pré-púbere ou no início da puberdade”.

Apesar de falar em crimes como estupro de vulnerável e a divulgação de imagens de crianças com teor sexual, o Código Penal do Brasil não usa a palavra “pedofilia”. Juntando um fato com o outro, alguns militantes progressistas afirmam que “pedofilia não é crime”. Mas isso não é verdade.

Nem a Medicina nem o Direito detêm o monopólio da linguagem. A palavra “psicopata”, por exemplo, possui um sentido específico na Psiquiatria, e nem mesmo aparece no Código Penal. Mas, na linguagem comum, o termo “psicopata” é claramente atribuído a assassinos que não demonstram qualquer remorso e, se não forem contidos, cometem crimes em série. Da mesma forma, o termo “pedófilo” tem, para o público, uma conotação que pode divergir daquela atribuída pela Medicina: a da pessoa que abusa ou pretende abusar de menores de idade. De fato, o dicionário Michaelis inclui “ato sexual de adulto com crianças” como um dos significados de pedofilia. Por isso, muitos veem na tentativa de modificar a linguagem um esforço para normalizar a prática. Amenizar a carga negativa do termo “pedófilo” ajudaria, então, a legitimar o próprio abuso sexual de crianças.

Em outros países, diferentes iniciativas têm ido na mesma direção. Em inglês, tem ganhado força o termo “Minor-Attracted Persons” (“Pessoas Atraídas por Menores”), sintetizado na sigla MAP. Algumas entidades já usam o termo. Uma delas é a “The Global Prevention Project”, que afirma, em sua página na internet, ser “uma rede de apoio privada e confidencial para MAPs”. O grupo oferece um fórum cujo objetivo é “reduzir o estigma atrelado à pedofilia ao fazer as pessoas saberem que um número substancial de pedófilos NÃO molesta crianças”.

A justificativa utilizada por esses grupos é a de que, agindo assim, será possível reduzir o número de criminosos que cometem abuso sexual contra crianças. Ou seja: para proteger as crianças da pedofilia, eles argumentam que é preciso reduzir o estigma contra os pedófilos. O raciocínio falha ao ignorar o papel que esse estigma, atrelado ao medo da lei, exerce sobre potenciais estupradores.

Mas o debate semântico não seria tão importante se não fosse acompanhado de outros sinais preocupantes que apontam para uma flexibilização da censura legal e moral às relações sexuais envolvendo crianças ou jovens no início da adolescência. (Gazeta do Povo/RN)

 

 

 

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