Pesquisadores identificam novas mutações do coronavírus em Rondônia

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Rondônia, concluíram um estudo genômico do novo coronavírus que circula no estádio e encontraram 41 mutações no SARS-CoV-2 —algumas delas até então não descritas e potencialmente capazes de causar reinfecção e serem mais transmissíveis.

O alto número de mutações apontado agora é preocupante porque foi quase o dobro do revelado entre abril e maio. Isso mostra um processo evolutivo do novo coronavírus.

As amostras analisadas pela Fiocruz foram colhidas de pessoas infectadas entre dezembro de 2020 e janeiro deste ano na capital Porto Velho e interior do estado. As mutações que foram encontradas ocorreram nas três variantes que circulam no estado: P.2, B.1.1.28 e B.1.1.33, ambas com circulação no Brasil.

Seis mutações chamam a atenção e ocorreram na proteína Spike, usada pelo coronavírus para entrar nas células humanas. Mudanças nessa proteína podem ampliar a capacidade de transmissibilidade do vírus e serem responsáveis por casos de reinfecção ou mesmo redução da proteção de vacinas.

Uma das questões levantadas pelos pesquisadores é que essas mutações seriam capazes de afetar a capacidade de diagnóstico dos pacientes. Outro ponto é que o vírus está com maior poder de transmissão e pode até, eventualmente, furar uma imunidade adquirida por quem já teve Covid-19.

Por ora, dizem os pesquisadores, não existem indícios que as mutações vistas em Rondônia tornem o vírus mais agressivo ou que afete a gravidade da doença. Entretanto, elas teriam poder de contaminar mais pessoas ao mesmo tempo e colapsar hospitais.

Rondônia enfrenta um colapso na rede pública de saúde, sem vagas para internar todos os pacientes e transferindo os contaminados para outros estados.

 

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