MPC-AM se manifesta contra a intenção de Wilson Lima de gastar R$ 40 milhões em publicidade

Manaus (AM) – Para manter o controle sobre blogueiros, jornalistas e a imprensa, todos hematófagos , sob controle, o governador do Amazonas, Wilson Lima, pretendia gastar R$ 40 milhões em publicidade num momento em que a pandemia ainda gera dezenas de mortes no Estado.

O Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) se manifestou contra intenção de Wilson Lima ao propor que o montante seja gasto com investimentos na Saúde do Amazonas que, recentemente, entrou em colapso com falta de leitos e até oxigênio.

Segundo o o procurador de contas do Estado,  Evanildo Bragança, “não estamos em condições de gastar dinheiro se já temos material semelhante, fora que R$ 40 milhões são dinheiro em demasia a ser gasto com propagandas, considerando que esse dinheiro poderia ser melhor investido na própria saúde de nosso Estado”.

O documento foi encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) em processo que analisa Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) apresentada pela Secretária de Estado de Comunicação Social (Secom) que pretende adquirir verba extraordinária para os contratos de publicidade destinada à crise da saúde.

De acordo com a Secretaria de Comunicação, o valor de R$ 40 milhões é referente ao período de quatro meses e seria utilizada exclusivamente para campanhas dirigidas ao combate da Covid-19.

Para o procurador de contas, o governo do Estado pretende ter uma carta branca para gastos com publicidade. “A excepcionalidade está patente, então é estranho que a Administração precise da “Os instrumentos normativos contratuais e orçamentário-financeiros estão à disposição. Não pode pretender obter carta branca, sem nenhuma cerimônia, que impossibilite o controle de legitimidade (sem falar no mais comezinho controle de legalidade)”. Ainda no parecer, Evanildo Bragança aponta a concentração de recursos em apenas três agências de publicidade.

NOTA DA REDAÇÃO:

Os veículos de comunicação que seriam beneficiados são conhecidos pela população de Manaus. Eles são dirigidos por indivíduos que todos os dias tentam justificar as ações do governador Wilson Lima, os que os torna cúmplices do genocídio no Amazonas.

Dos R$ 40 milhões, 20%, ou seja, R$ 8 milhões ficam com as agências e os R$ 32 milhões restantes distribuídos entre os veículos de imprensa alinhados ao governador.

 

 

 

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