Israel aposta em ivermectina aliada à vacinação para conter Covid

O prof. Eli Schwartz, fundador do Centro de Medicina de Viagem e Doenças Tropicais do Centro Médico Sheba, em Tel Hashomer, concluiu na semana passada um ensaio clínico do medicamento ivermectina, provado pela Food and Drug Administration (EUA), um agente antiparasitário de amplo espectro que tem demonstrado combater o vírus.

Um estudo duplo-cego controlado por placebo incluiu 100 pessoas com casos leves a moderados da doença que não foram hospitalizadas pelo vírus.

O especialista israelense em doenças tropicais diz ter novas provas de que a ivermectina – droga usada para combater parasitas em países do terceiro mundo -, pode ajudar a reduzir a duração da infecção em pessoas que contraem o coronavírus.

Schwartz testou se a ivermectina poderia encurtar o período de eliminação do vírus, permitindo que o teste fosse negativo para coronavírus e o paciente deixasse o isolamento em apenas alguns dias.

O medicamento demonstrou ajudar na “cura” do vírus em apenas seis dias.

Além disso, as chances de testar negativo para coronavírus foram três vezes maiores para o grupo que recebeu ivermectina do que para o placebo, disse ele ao The Jerusalem Post.

“Do ponto de vista da saúde pública, a maioria dos pacientes com corona são casos leves e 90% dessas pessoas estão isoladas fora do hospital”, disse Schwartz.

“Se você tiver qualquer tipo de medicamento que possa encurtar a duração da infecciosidade desses pacientes, isso seria crucial, pois então eles não infectarão outros.”

Além disso, ao invés de isolar por um mínimo de 10 dias e talvez mais, esse período poderia ser encurtado, beneficiando a economia.

Por fim, o estudo de Schwartz indica que é provável que, se o medicamento for administrado no início da doença, poderá prevenir a deterioração e a hospitalização.

Schwartz está atualmente preparando os dados para publicação.

Nesta segunda-feira (15), ele apresentou suas descobertas ao Ministério da Saúde e também enviou um relatório ao FDA.

 

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