Final da Libertadores: Dono da Rede TV critica Bruno Covas

Após as críticas nas redes sociais, Bruno Covas rebateu duzendo que era um direito seu ir ao jogo.

O proprietário da Rede TV, o empresário Marcelo de Carvalho publicou um vídeo em seu perfil oficial no Twitter visivelmente revoltado pelo fato do prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) ter ido assistir ao jogo Santos X Palmeiras no último sábado (30), válido pela final da Libertadores ao mesmo tempo que fechou São Paulo para os comerciantes.

“Eu estou em São Paulo. São Paulo está absolutamente fechado. Restaurantes, bares, shoppings e até parques estavam fechados. É um absurdo, mas absurdo maior, é o prefeito de São Paulo, com toda essa gente passando por necessidade, milhões de pessoas desempregadas, ter a desfaçatez de ir assistir ao jogo. A gente tem certeza de que eles não acreditam nisso. Todo mundo sabe que isso não adianta nada, porque se adiantasse, eles teriam o trabalho de, no mínimo, no transporte público, botar 25% de ocupação e aumentar a frota nas ruas. A gente sabe que eles sabem que isso não resolve. A gente sabe que eles sabem que isso é tudo um jogo, mas pelo menos, disfarça. Aglomeração mata? Eles acreditam nisso?”.

‘É um direito meu’, rebateu Covas

O prefeito “Tranca-Rua” rebateu as críticas pela ida ao Maracanã para ver a final da Libertadores. Disse, nas redes, que era um “sonho” levar o filho para a partida.

“Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim. Ir ao jogo é direito meu. É usufruir de um pequeno prazer da vida”, postou, ignorando a pandemia de Coronavírus.

Abaixo, a mensagem completa do prefeito tucano:

“Depois de 24 sessões de radioterapia meus médicos me recomendaram 10 dias de licença para recuperar as energias. Isso foi até a última quinta (28/01). Resolvi tirar mais 3 dias de licença não remunerada para aproveitar uns dias com meu filho. Fomos ver a final da Libertadores da América no Maracanã, um sonho nosso. Respeitamos todas as normas de segurança determinadas pelas autoridades sanitárias do Rio de Janeiro. Mas a lacração da Internet resolveu pegar pesado. Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim. Ir ao jogo é direito meu. É usufruir de um pequeno prazer da vida. Mas a hipocrisia generalizada que virou nossa sociedade resolveu me julgar como se eu tivesse feito algo ilegal. Todos dentro do estádio poderiam estar lá. Menos eu. Quando decidi ir ao jogo tinha ciência que sofreria críticas. Mas se esse é o preço a pagar para passar algumas horas inesquecíveis com meu filho, pago com a consciência tranquila.”

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