Sob o signo da morte, Manaus continua fechada até 31 de janeiro

Em novembro a Secretaria de Gestão Administrativa do Governo Wilson Lima vetou a proposta para aumento da compra de cilindros de oxigênio, optando pela morte de milhares de amazonenses. O governador Wilson Lima já sabia que o genocídio iria acontecer,  mas preferiu abandonar a  população. Nas primeiras horas deste sábado (16), as pessoas continuam morrendo por falta de oxigênbio.. A frieza do governador tem assustado o povo amazonense.

O governo do Amazonas prorrogou até 31 de janeiro o decreto que suspende o funcionamento do comércio e serviços não-essenciais no Estado.  Na quarta-feira (14), o governador Wilson Lima decretou toque de recolher entre às 19h e 6h da manhã, por 10 dias, após os hospitais de Manaus ficarem sem oxigênio.

Até ontem, 1.736 pessoas estavam internadas com Covid na capital.

Desespero e mortes

Após denúncia de falta de oxigênio no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) e Policlínica Danilo Corrêa, no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus, alguns cilindros do insumo foram entregues na unidade de saúde. Funcionários informaram que seis pessoas morreram na madrugada deste sábado (16) por falta do gás. No SPA da Redenção três pessoas teriam morrido nesta manhã também por falta de oxigênio.

Descaso do Governo

A Secretaria de Saúde do Amazonas desde o dia 23 de novembro que a quantidade de oxigênio hospitalar disponível seria insuficiente para atender a alta demanda provocada pela pandemia de Covid-19.

Principal fornecedora do Estado, a White Martins informou que, se o contrato tivesse previsto um pedido maior na oportunidade, a empresa teria conseguido atendê-lo.

Nesta semana, o estoque de oxigênio chegou a acabar nos hospitais de Manaus e pacientes morreram asfixiados, segundo o relato de médicos. O contrato original para aquisição de gases medicinais do sistema de saúde é de 2016 e foi assinado com a White Martins com valor mensal informado de R$ 1,3 milhão.

O secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, informou que o consumo de oxigênio no Amazonas saltou de 14 mil para 30 mil m³ por dia durante o 1º pico da doença, ainda em 2020.

Se o índice for considerado como referência, o volume extra contratado daria para abastecer o Estado por menos de duas semanas. Nesta semana, o consumo estaria ainda maior: 76,5 mil m³ por dia e “com indicação de demanda crescente”. Nesse cenário, o insumo contratado só duraria quatro dias.

No projeto, a secretaria ainda registrou que o Departamento de Logística foi favorável a fazer uma compra maior e extrapolar o aditivo para 46,9% – e não mais de 25%. O pedido, entretanto, foi negado em despacho da Secretaria de Gestão Administrativa do Amazonas, segundo o documento.

A SES-AM informou que “sempre contratou todo o insumo que a White Martins foi capaz de produzir”. A secretaria afirma, ainda, que “sempre trabalhou” com previsão de maior demanda por oxigênio nesse período por causa da pandemia e da sazonalidade de outras síndromes gripais.

Também diz que, até o último dia 7, “desconhecia” que “a capacidade máxima produtiva na planta de Manaus da White Martins era de cerca de 25 mil m³ por dia” e que a empresa “teria dificuldade em seguir atendendo à demanda crescente”.

 

 

 

 

 

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