PSOL quer impedir tratamento precoce da Covid

O PSOL pediu na terça-feira (19), ao Supremo Tribunal Federal (STF) que proíba em caráter liminar a distribuição por parte do governo federal e seus órgãos de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19, utilizados como “tratamento precoce”. A intenção do partido é impedir uma alternativa para a população diante dos dados desta semana que indicam a baixa eficácia das vacinas Coronavac e Pfizer em todo o mundo.

O partido lista entre os remédios sem comprovação científica contra o novo coronavírus a cloroquina, nitazoxanida, hidroxicloroquina e ivermectina.

O partido alega que o Ministério da Saúde pressionou prefeitura de Manaus (AM) a distribuir remédios sem eficácia comprovada para tratar seus pacientes no momento em que o município vivenciava a sobrecarga da rede de saúde.

PSOL esconde dados

O PSOL tenta desviar a atenção para o fato dos países que estão vacinando suas populações não estão obtendo resultados satisfatório. É o caso de Israel. Os especialistas alertaram que uma única dose da vacina Pfizer / BioNTech está oferecendo menos proteção do que o inicialmente esperado, já que o país relatou um recorde de 10.000 novas infecções por Covid na segunda-feira (18).

Em comentários relatados pela Rádio do Exército, o médico Nachman Ash disse que uma única dose pareceu “menos eficaz do que pensávamos” e também mais baixa do que a Pfizer havia sugerido.

Em contraste, aqueles que receberam a segunda dose da vacina Pfizer tiveram um aumento de 6 a 12 vezes nos anticorpos , segundo dados divulgados pelo Sheba Medical Center em Tel Hashomer.

A própria Pfizer diz que uma única dose de sua vacina é cerca de 52% eficaz, aproximadamente 1,2% a mais que a eficácia da Coronavac.

Questões sobre a eficácia da vacina da Pfizer foram levantadas em meio a relatos de que milhares de israelenses ainda adoeciam depois de receber a vacina, embora a chefe dos serviços de saúde pública, Sharon Alroy-Preis, disse que na maioria dos casos isso ocorreu porque os indivíduos não desenvolveram anticorpos suficientes após serem inoculados antes de serem expostos ao vírus.

Os últimos números de Israel destacam os enormes desafios que ainda estão sendo enfrentados em todo o mundo, mesmo em países com programas agressivos de vacina contra o coronavírus.

Mais de 2 milhões de israelenses tomaram sua primeira dose da vacina Pfizer, enquanto 400.000 já tomaram a segunda.

Em meio a advertências de que 30% a 40% das novas infecções eram causadas por uma variante da Covid-19 identificada pela primeira vez no Reino Unido, o gabinete israelense se reuniu na terça-feira para considerar o aumento das restrições existentes. Alguns analistas, no entanto, consideram a prevalência da nova variante em níveis mais baixos.

Até agora os resultados demonstram que os pesquisadores estão tateando no escuro.

 

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