Fiocruz aguarda insumos para produzir 210,4 milhões de vacinas de Oxford

A Fiocruz aguarda a chegada de insumo para produzir 100,4 milhões de doses da vacina de Oxford até julho. No fim do ano, devem ser disponibilizados mais 110 milhões, totalizando 210,4 milhões de doses.

Na noite de sábado (23), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou que está negociando a compra de um segundo lote de vacinas prontas contra a Covid-19 com o laboratório AstraZeneca, seu parceiro na pesquisa de uma imunização brasileira. As novas doses seriam adquiridas caso o insumo farmacêutico ativo (IFA), que será utilizado na produção nacional, demore a chegar.

O IFA, que deveria ter a entrega antecipada para janeiro, agora está previsto para chegar ao Brasil, da China, “por volta do dia 8 de fevereiro”, segundo a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. Ela assegurou, no entanto, que não há atraso no contrato firmado com a AstraZeneca e negou que a atuação da equipe diplomática do governo federal tenha prejudicado a entrega do insumo.

Segundo a presidente da Fiocruz, o produto não poderá ser entregue ainda neste mês porque um parecer do laboratório chinês indicou risco biológico elevado na produção do insumo, mas disse que “o problema já foi superado”. “A chegada do IFA está nos consumindo”, afirmou.

Está prevista a compra de 15 milhões de doses de insumo por mês em dois lotes, com intervalo de duas semanas entre eles. Mas, esse processo pode ser acelerado, já que a Fiocruz terá capacidade de produção sete vezes maior.

 

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