Brasil estuda quebrar patente da vacina contra a Covid-19

Governadores de todo o Brasil comemoraram, posaram para fotógrafos ao lado de pessoas sendo imunizadas, mas a realidade é que a vacinação contra a Covid-19 parece mais distante do que parecem indicar.

Com apenas 10,8 milhões de doses, o Brasil não tem vacina suficiente para a primeira fase do plano de imunização. Há ao menos 14,8 milhões de brasileiros no grupo prioritário, número muito superior às 10,8 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 em território nacional. Como a imunização de uma única pessoa é garantida somente após duas doses, são necessários 29,6 milhões de doses nesta etapa.

Diante das últimas notícias envolvendo a importação de doses da vacina de Oxford da Índia e de insumos vindos da China para a fabricação da CoronaVac — os dois únicos imunizantes aprovados pela Anvisa para uso emergencial —, o Governo do Brasil já considera quebrar a patente dos insumos.

Nos anos 1990, o Brasil quebrou a patente de muitos medicamentos da Índia, como os que compõem o coquetel antiaids. A quebra da patente fez com que o Brasil desenvolvesse seus laboratórios de genéricos, que hoje produzem muitos remédios.

 

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