Instituições estaduais e federais pedem que Wilson Lima decrete o lockdown

Manaus (AM) – Instituições estaduais e federais recomendaram que o governador do Amazonas, Wilson Lima, decrete o fechamento imediato das atividades comerciais e os serviços considerados não-essenciais. Os Ministérios Públicos do Estado do Amazonas (MPAM), de Contas (MPC) e do Trabalho (MPT), em conjunto com as Defensorias Públicas da União (DPU) e do Estado (DPE), pedem a revogação do Decreto 43.236 que determinou novas medidas, no dia 28 de dezembro, para o funcionamento dessas atividades

A recomendação diz, ainda, que as medidas devem permanecer em vigor até que o Estado atinja, pelo menos, o índice de 85% de ocupação de leitos disponíveis, clínicos e de UTI, para pacientes com a Covid-19.

Após a campanha política e retorno às aulas na rede estadual de ensino, Manaus passa pela segunda onda da Covid-19.

O documento foi entregue ao Governador Wilson Lima, na noite de terça-feira (29), em reunião emergencial, com a presença dos representantes dos MPs e da Defensorias, e que terminou na madrugada desta quarta-feira. Até a noite de hoje, o governador não havia manifestado qualquer decisão, mas aguarda-se medidas rigorosas à partir desta quinta-feira (31).

Os autores da Recomendação citam o colapso declarado pelos hospitais públicos e privados de Manaus, ante a aceleração de caos de contaminação pelo novo coronavírus; que a taxa de ocupação dos leitos disponíveis, clínicos e de UTI, para a Covid-19, atingiram o índice de 90%; a existência de fila de espera de pacientes, não contabilizada no cálculo na taxa de ocupação de leitos; a ineficácia na execução do Plano de Contingência do Estado por frustração das medidas e metas estabelecidas para a fase três do plano.

A Recomendação dá um prazo de 48 horas para a apresentação de uma resposta e recomenda, inclusive, a solicitação da Força Nacional de Segurança para a garantia da segurança pública e o cumprimento das medidas sanitárias.

 

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