China aciona seu ‘sol artificial’ de 150 milhões de ºC

A China conseguiu ligar com sucesso seu reator de fusão nuclear pela primeira vez, marcando um grande avanço nas capacidades de pesquisa de energia nuclear do país. O evento ocorreu na última sexta-feira (4(.

O reator HL-2M Tokamak é o maior e mais avançado dispositivo de pesquisa experimental de fusão nuclear da China, e os cientistas esperam que o dispositivo possa potencialmente desbloquear uma poderosa fonte de energia limpa.

Ele usa um poderoso campo magnético para fundir plasma quente e pode atingir temperaturas de mais de 150 milhões de graus Celsius, aproximadamente dez vezes mais quente que o núcleo do sol.

Localizado no sudoeste da província de Sichuan e concluído no final do ano passado, o reator é chamado popularmente de “sol artificial” por conta do enorme calor e energia que produz e pelo fato de usar o mesmo tipo de reação nuclear da nossa estrela.

Eles planejam usar o dispositivo em colaboração com cientistas que trabalham no Reator Experimental Termonuclear Internacional — o maior projeto de pesquisa de fusão nuclear do mundo com sede na França, que deve ser concluído em 2025.

A fusão é considerada o Santo Graal da energia e é o que alimenta nosso sol.

Ele funde núcleos atômicos para criar imensas quantidades de energia — o oposto do processo de fissão usado em armas atômicas e usinas nucleares, que fragmenta os átomos.

Ao contrário da fissão, a fusão não cria resíduos radioativos, e traz menos risco de acidentes ou furto de material atômico.

Mas alcançar a fusão é extremamente difícil e proibitivamente caro, com o custo total do ITER – International Thermonuclear Experimental Reactor – estimado em US$ 22,5 bilhões. (Phys)

 

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