Brasileira denuncia violência no aeroporto de Lisboa

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, determinou o rigor no inquérito que apura denúncias de violência e maus tratos nas instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no aeroporto de Lisboa, Portugal. Os inspetores do SEF costumam apresentar comportamento de inspiração nazifascista.

Após o assassinato do ucraniano Ihor Homeniuk por inspetores do SEF, do governo socialista português, vários estrangeiros como a brasileira Kátia Gonçalves dos Santos, de 36 anos, têm relatado à imprensa de Portugal casos de violência e maus tratos nas instalações da repartição, no aeroporto de Lisboa

Ihor Homeniuk terá sido vítima das violentas agressões de três inspetores do SEF, acusados de homicídio qualificado, com a alegada cumplicidade ou encobrimento de outros 12 inspetores. O julgamento deste caso terá início em 20 de janeiro.

Outras denúncias

A curitibana Kátia contou ao jornal Diário de Notícias, de Lisboa, que ficou detida por quatro dias em um “Centro de Instalação Temporária (CIT)”, no aeroporto de Lisboa, para onde o SEF conduz estrangeiros que resolve impedir de ingressar em Portugal.

Segundo a curitibana, os inspetores “diziam para ficar quieta para não me levarem para a salinha”, local onde eles torturam e espancam estrangeiros a serem deportados de volta aos países de onde embarcaram para Portugal.

O inquérito aberto em 30 de novembro pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), vai apurar as novas denúncias de vários estrangeiros de violência e maus tratos. Violência contra sul-americanos e africanos em aeroportos europeus são denunciados todos os dias.

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *