Europa e China cobiçam a água da Amazônia

Nas próximas duas décadas, vários países vão enfrentar uma crise sem precedentes em virtude da diminuição dos lençóis freáticos

Um relatório do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL), comandado pelo vice-presidente Hamilton Mourão, publicado pelo Estadão, registrou o interesse da China nos recursos naturais estratégicos, especialmente a água.

O órgão destaca que as potencialidades brasileiras já estão na mira de potências como Inglaterra, França, Alemanha, Estados Unidos e a China.

“A entrada da China no seleto grupo de grandes potências econômicas hegemônicas do mundo, contextualiza uma nova realidade global, na qual regiões ricas em recursos naturais estratégicos passam a ser o alvo das políticas externas do Governo chinês” destaca uma apresentação feita no último dia 3 para integrantes do Conselho.

O documento ressalta que, na crise global da água, a situação já é crítica na República Popular da China, na Índia, no México e na região do Chifre da África – que abrange Somália, Etiópia, Eritreia e Djibouti.

Nesses países, de acordo o governo federal, os lençóis freáticos registram queda de um metro por ano, acima da taxa natural de reposição, o que aponta grave crise em 20 a 25 anos.

Apresentado por um subordinado de Mourão na reunião, o documento destaca um possível apoio de “entidades ambientalistas” aos governos europeus, além de “interesses menos republicanos entre nacionais”.

O conselho para a região da Amazônia traçou um “marco regulatório” para controlar as Organizações Não-Governamentais (ONGs) que atuam na região e demonstrar a hegemonia na região.

Segundo documentos entregues a membros, a meta é impedir a atuação na floresta de ONGs que não atendam aos “interesses nacionais”. (DB/RN)

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *