Vice-governador se complica na Polícia Federal

Manaus (AM) – A cúpula do Governo do Amazonas está apodrecida. Na 2ª fase da Operação Sangria, deflagrada no dia 8 passado, a Polícia Federal constatou que o vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida, usava um escritório de advocacia para combinar propina. A operação investiga o envolvimento da cúpula do governo com o desvio de recursos durante a pandemia da Covid-19.

As investigações indicam que a cúpula do Governo do Amazonas sabia da compra superfaturada e sem licitação dos 28 respiradores de uma loja de vinhos, em maio, quando estado passou pelo pico da pandemia.

A PF também constatou pelas câmeras que a secretária do gabinete do governador Wilson Lima, jornalista Lucia Carla Gama, comparece para um encontro num escritório de advocacia no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul. Ela chega com bolsa e depois da reunião, vai embora com as mãos vazias. Os encontros foram registrados no livro de visitantes do prédio.

No livro também consta o nome da deputada estadual Alessandra Campelo (MDB), cujo primo assumiu a Secretaria de Saúde após o encontro. Alessandra é da base aliada do governador.

 

Numa das reuniões, o vice-governador Carlos Almeida sai do edifício com uma mochila nas costas. A PF acredita que seja dinheiro da propina.

Nos bastidores políticos comenta-se que pelos menos 11 deputados estaduais podem ser presos por supostamente receberem propina do Governo do Estado. O afastamento e as prisões do governador Wilson Lima e do vice, Carlos Almeida, são dadas como certas.

*Com informações do G1 Amazonas/RN

 

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *