PF mira vice-governador e prende 5 por corrupção

Manaus (AM) – A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (8), a segunda fase da Operação Sangria para cumprir cinco mandados de prisão  e 11 de busca e apreensão. A operação  investiga desvio de recursos públicos e suoerfaturamento de preços durante a pandemia pelo novo coronavírus.

O principal alvo da PF é o vice-governador Carlos Almeida Filho.

As medidas cautelares incluem cinco mandados de prisão, além do sequestro de bens e valores dos investigados foram autorizadas pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, .Francisco Félix.

O governador Wilson Lima foi alvo na primeira fase da operação Sangria, quando teve os bens bloqueados.

Entre os presos, está o ex-secretário de Saúde, Rodrigo Tobias, Luiz Carlos Avelino Júnior, marido da ex-secretária de Comunicação, Daniela Assayag, e Gutemberg Alencar – homem de confiança do governador Wilson Lima, por envolvimentos na compra superfaturada de respiradores numa Loja de Vinhos.

Os policiais federais estão na sede do Governo do Estado, no bairro Compensa, zona Oeste de Manaus.

Confira os nomes de todos os presos na segunda fase da Operação Sangria:

Os  mandados de prisão foram contra: Ronaldo Gonçalo Caldas, Rodrigo Tobias,  Luiz Carlos Avelino Júnior,  Gutemberg Leão Alencar e Dayana Priscila Caldas.  

Investigação

A subrocuradora-geral da República, Lindôra Araújo,  indica que o inquérito em curso investiga o direcionamento na contratação da empresa; sobrepreço e superfaturamento na aquisição dos respiradores; organização criminosa; lavagem de dinheiro; montagem de processos e adulteração de documentos, com a finalidade de encobrir os crimes praticados.

Para a subprocuradora, há “uma verdadeira organização criminosa que se instalou na estrutura do governo do estado do Amazonas, com o objetivo de desviar recursos públicos destinados a atender às necessidades da pandemia de covid-19”.

O esquema de compra fraudulenta de 28 respiradores teria movimentado R$ 2,9 milhões, com envolvimento direto da cúpula do poder do estado. Um laudo pericial da PF atesta sobrepreço de R$ 133,67% na compra feita pela Secretaria de Saúde do estado com dispensa de licitação. Os respiradores foram fornecidos por empresa especializada no ramo de bebidas alcoólicas, denominada “Vineria Adega”. Em uma manobra conhecida como triangulação, uma outra empresa vendeu os respiradores à adega por R$ 2,4 milhões; essa, por sua vez, repassou os equipamentos ao governo do Amazonas por R$ 2,9 milhões. A suspeita de superfaturamento de R$ 496 mil foi registrada pela Controladoria-Geral da União, assim como o direcionamento da venda.

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