Luiz Fux dá ‘rasteira’ nas Turmas do STF e em Rodrigo Maia

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, desfilava serelepe pelos porões do poder. Indicado em 2002 por Fernando Henrique Cardoso, o ministro mandava na 2ª Turma do STF, sempre decidindo sobre a soltura de corruptos.

A ascensão de Luiz Fux à presidência da Corte cortou a “curica” de Gilmar Mendes. Algumas decisões do novo presidente mudam os esquemas dos garantistas, sempre de plantão para libertar os corruptos da Lava Jato.

Em dois atos, Fux deu um duplo mortal carpado ao som de “Brasileirinho” e  salvar os julgamentos da Lava Jato no STF a acabar com o “toma lá, dá cá” do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

As mudanças

A primeira foi a transferência dos inquéritos e ações penais das Turmas para o plenário, tirando da Turma do Gilmar Mendes os julgamentos da Lava Jato, deixou o ministro soltando fogos pelas narinas.

A mudança não só é importante porque todos os ministros votam, mas porque as votações do pleno são transmitidas ao vivo. Os julgamentos das turmas aconteciam na “escuridão”.

Essa mudança foi tão importante que Gilmar Mendes teve um chilique em plena sessão virtual.

O segundo ato de Fux foi autorizar as privatizações das refinarias da Petrobras sem autorização do Congresso. A medida não só acelera as privatizações como “quebra as pernas” de Rodrigo Maia que adora um ”troco”.

O presidente Bolsonaro e os que lhe sucederem, entretanto, vão enfrentar algumas barreiras, pois os vícios não acabaram com a aposentadoria de Celso de Mello no último dia 13. Outros ministros que deveriam interpretar a Constituição, mas que insistem em legislar vão continuar ocupando a Corte. Confira o ano de aposentadoria de cada ministro:

– Marco Aurélio Mello, o “O ministro do Rap”: julho de 2021 (indicado por Collor em 1990)

– Ricardo Lewandowski: maio de 2023 (indicado por Lula em 2006)

– Rosa Weber: outubro de 2023 (indicada por Dilma em 2011)

– Luiz Fux: abril de 2028 (indicado por Dilma em 2011)

– Cármen Lúcia: abril de 2029 (indicada por Lula em 2006)

– Gilmar Mendes: dezembro de 2030 (indicado por FHC em 2002)

– Edson Fachin: fevereiro de 2033 (indicado por Dilma em 2015)

– Luís Roberto Barroso: março de 2033 (indicado por Dilma em 2013)

– Dias Toffoli: novembro de 2042 (indicado por Lula em 2009)

– Alexandre de Moraes: dezembro de 2043 (indicado por Temer em 2017)

 

 

 

 

 

 

 

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