Senadores elogiam Forças Armadas na defesa dos biomas

Nesta terça-feira (22), durante a sabatina de três oficiais indicados ao Superior Tribunal Militar (STM) sobraram elogios às Forças Armadas e críticas à imprensa pela abordagem ideológica nas matérias sobre o meio ambiente.

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadora Simone Tebet (MDB-MS), elogiou o papel das Forças Armadas na defesa dos biomas brasileiros, notadamente Amazônia e Pantanal.

Segundo Tebet, diante da tragédia, todos os brasileiros viraram homens e mulheres pantaneiros. A parlamentar, que é sul-matogrossense, disse que nunca viu uma seca como essa de 2020 e uma destruição tão grande da fauna e da flora locais.

“Eu vivo no meu estado há 50 anos e nunca vimos uma seca como essa, nunca vimos uma devastação que já atingiu mais de 20% do nosso bioma. O que nós presenciamos é muito mais do que uma comoção, veio também junto com isso uma indignação pois, há tanto tempo com uma tragédia anunciada, nós não tínhamos e não conseguimos fazer ações preventivas […]  O Pantanal só não sangrou mais, porque nós tivemos a participação decisiva das Forças Armadas”, avaliou a senadora.

Simone Tebet disse ainda esperar que o incêndio não tenha sido em vão. Para ela, ambientalistas e o setor do agronegócio podem ter interesses diferentes, mas não necessariamente antagônicos.

Já o senador Marcos do Val (Podemos-ES) fez críticas a parte da imprensa que , segundo ele, não se cansa de publicar mentiras sobre a Amazônia.

“Seria cruel e injusto dizer que as Forças Armadas não estão fazendo um trabalho hercúleo, como sempre fizeram, passando a imagem de que estão de braços cruzados, permitindo tudo isso acontecer. Agora é claro, é muito cristalino que há parte da imprensa tentando, de tudo quanto é jeito, achar uma forma de derrubar o presidente da República. Só que essa imprensa, quando faz isso a qualquer preço, consequentemente desestabiliza todo o país, desestabiliza a economia”, reclamou o senador.

Hipocrisia

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) reclamou da hipocrisia com que questões ambientais vêm sendo tratadas no Brasil. Para ele, a hipocrisia fica mais clara quando dizem que o que ocorre na Califórnia é incêndio e o que acontece aqui é queimada.

Apesar de reconhecer a gravidade da situação no Pantanal, o parlamentar disse que o Brasil ainda é o país que mais preserva seu meio ambiente e não pode ser considerado um vilão perante a comunidade internacional.

“O Fundo Amazônia tem dinheiro, mas tem dinheiro para dar para as ONGs que se encaixam como uma luva no que eles exigem. Uma só ONG do Amazonas recebeu R$ 54 milhões num ano, enquanto o governo todo recebeu R$ 37 milhões. Enquanto esse pessoal não entender, ou fingir que não entende, que não existe proteção do meio ambiente sem a questão social, não se pode exigir dos nossos conterrâneos que não têm dinheiro nem para comprar óleo, açúcar e sal. Vai preservar o quê e como? E nós sabemos preservar. Se a Amazônia fosse na Europa, estaria dizimada”, destacou.

 *Com informações da Agência Senado

 

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