Rodrigo Maia ‘chora’ pelo afastamento de Paulo Guedes

Maia tenta interferir na política econômica do Governo, mas é ignorado pelo ministro Paulo Guedes

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está “magoadinho”. O ministro da Economia, Paulo Guedes, rompeu relação com Maia depois de ser ofendido. Desde então, o deputado tem tentado desqualificar a autoridade do ministro, escolhendo interlocutores na equipe econômica de Paulo Guedes para tratar de assuntos que dizem respeito ao titular da pasta.

Atitude

O ministro considera que é ele o interlocutor do Ministério da Economia junto a autoridades dos outros poderes, por isso orientou seus assessores e evitarem esse tipo de contato.Choro

Rodrigo Maia fez a declaração de rompimento logo após ter recebido a proposta de reforma administrativa do governo das mãos do ministro da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, que representou o presidente Jair Bolsonaro.

O deputado queria Guedes no ato, talvez para que o ministro ouvisse novos desaforos, como ocorreu em outras ocasiões desde que os dois pararam de se falar, em abril.

Enquanto recebia o projeto de reforma, o presidente da Câmara tornou público o rompimento com Guedes alegando que o ministro teria proibido integrantes de sua equipe de despachar com ele.

“Eu não tenho conversado com o ministro Paulo Guedes. Ele tem proibido a equipe econômica de conversar comigo. Ontem (anteontem), a gente tinha um almoço com o Esteves (Colnago, chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais) e com o secretário do Tesouro (Bruno Funchal) para tratar do Plano Mansueto, e os secretários foram proibidos de ir à reunião”, disse Maia.

“Foi encerrada a interlocução”, esperneou o presidente da Câmara, sem explicar qual o seu interesse em influenciar decisões no Ministério da Economia.

Obssessão

Rodrigo Maia foi eleito deputado federal com pouco mais de 70 mil votos, mas sonha com a indicação para concorrer à presidência da República em 2022 Apoiado pela ala corrupta da Câmara, Maia tenta junto ao Supremo Tribunal Federal uma brecha para concorrer à reeleição à presidência da Câmara para atrapalhar o governo Bolsonaro.

 

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