Deputados defendem continuidade da CPI da Saúde e apuração de gestões anteriores

Manaus (AM) –  Na abertura da Sessão Plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) desta quarta- feira (23), dois membros da Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde (CPI da Saúde), o presidente deputado Delegado Péricles (PSL) e o deputado Wilker Barreto (Podemos) defenderam a prorrogação das investigações por mais 60 dias, uma vez que estava programada para hoje a votação de requerimento nesse sentido. Péricles destacou a importância do trabalho da Comissão no esclarecimento de diversos contratos de gestão da saúde pública estadual e fez uma espécie de balanço das atividades desempenhadas até agora pela CPI.

“Apuramos vários casos com fortes indícios de corrupção que estão se arrastando por anos e hoje é possível corrigir muitos desses erros, evitando o desperdício e a corrupção. Até hoje fizemos 40 reuniões, cinco inspeções e apresentamos duas ações na justiça e quatro recomendações ao Governo do Estado e iremos apresentar até o final dos trabalhos da CPI quatro Projetos de Lei. Por isso não restam dúvidas sobre a importância da CPI, que deveria ser permanente porque investigar, fiscalizar faz parte do nosso dever e a CPI conseguiu resgatar um pouco do que a população espera de nós deputados, que é fiscalizar e apresentar resultados”, afirmou.

Com o mesmo tema, Wilker Barreto defendeu a continuidade da CPI pela necessidade de se investigar governos anteriores ao de Wilson Lima e outras situações ainda não esclarecidas no sistema de saúde estadual. “Quero sensibilizar esta Casa pela importância da continuidade das ações da CPI. Na Central de Medicamentos de Manaus (Cema), por exemplo, em apenas cinco itens, foi verificado um sobrepreço de R$ 2 milhões. Outro item que merece a nossa atenção é o serviço de UTI aérea e muitos outros contratos que precisam ser esclarecidos. Apelo aos mesmos colegas que nos apoiaram no início, que apoiem a continuidade, porque essa CPI é uma das poucas já feitas que está apresentando resultados concretos”, defendeu.

 

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