Com o mandato perto do fim, Maia manobra para continuar no controle

No livro “O Novo Despotismo”, John Keane aborda uma diferença básica entre democratas e déspotas. Quando um democrata deixa o poder, continua a atividade política ganhando dinheiro com palestras e, em regra, organiza fundações, mas sabe que não retornará ao poder. Já o déspota se enamora tanto do poder que sofre antes mesmo de deixá-lo. Teme a morte política, definida pelo marechal ioguslavo Josip Broz Tito como a mais horrível das mortes. O déspota não tem equilíbrio mental para ser um cidadão comum.

A quatro meses e meio do fim do mandato de presidente da Câmara e com limitadas chances de reeleição, Rodrigo Maia (DEM-RJ) demonstra viver num mundo irreal ao dar entrevistas sobre o trâmite de reformas, como a administrativa, mesmo sabendo que certamente serão consumadas somente pelo sucessor, até pela falta de acordo e o tempo exíguo.

Prestes a sair de cena, desnorteado, Maia encontra nos holofotes formas de manter a relevância. E, para isso, critica o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes. A mídia esquerdista “adora”.

Nas eleições de 2018, Rodrigo Maia obteve apenas 74.232 votos, 0,96% dos votos válidos

Com o fim próximo, o presidente da Câmara se aliou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na manobra para alterar a Constituição Federal e conseguir a reeleição.

 

 

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