Amazonas e Roraima podem distribuir riqueza

Exportações de nióbio cresceram 110% em 10 anos e somaram US$ 2,8 bi em 2019

Brasil detém 98% de nióbio existente em todo o planeta. Os outros 2% pertencem ao Canadá. As maiores jazidas do planeta, encontram-se no Amazonas (na cidade de são Gabriel da Cachoeira) e em Roraima, na conhecida Raposa Serra do Sol).

Atualmente, o Nióbio é empregado em automóveis, turbinas de avião, gasodutos, em tomógrafos de ressonância magnética, na indústria aeroespacial, bélica e nuclear, além de outras inúmeras aplicações como lentes óticas, lâmpadas de alta intensidade, bens eletrônicos e até piercings.

Toda essa riqueza vai parar nas mãos da ‘atravessadora’ Inglaterra, que manda para a Europa e EUA.

A “questão do nióbio” teve como porta-voz o deputado federal Enéas Carneiro, morto em 2007. Atualmente, o presidente Jair Bolsonaro tem defendido a exploração, mas o lobby de congressistas impede que a riqueza seja distribuída entre os brasileiros.

Banco X José Dirceu

O cobiçado metal já chegou a ser relacionado até com o mensalão, após o empresário Marcos Valério afirmar na CPI dos Correios, em 2005, que o Banco Rural conversou com José Dirceu sobre a exploração de uma mina de nióbio na Amazônia.

O site WikiLeaks incluiu as minas brasileiras de nióbio na lista de locais cujos recursos e infraestrutura são considerados estratégicos e imprescindíveis aos EUA.

Chineses cobiçam

Recentemente, o nióbio voltou a ganhar os holofotes em razão da venda bilionária de uma fatia da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), maior produtora mundial de nióbio, para companhias asiáticas.

Em 2011, um grupo de empresas chinesas, japonesas e sul coreana fechou a compra de 30% do capital da mineradora com sede em Araxá (MG) por US$ 4 bilhões.

*Com informações do DP/RN

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