Sindicato dos professores do Amazonas deflagra greve

Nesta terça-feira (11), uma professora da Escola Estadual Maria do Céu Vaz D´Oliveira testou positivo para o Covid-19, depois de contato com colegas professores e estudantes. Outro caso suspeito aconteceu na Escola Estadual Dulcineia Varela Moura, mas o professor não realizou ao teste porque o  plano de saúde contratado pelo Governo do Estado se nega a realizar exames nos profissionais de saúde. Professores e alunos foram jogados no “corredor da morte”.

Greve

Na tarde de segunda-feira (10), em assembleia realizada na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, no bairro Praça 14, zona sul de Manaus, o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) votou pela deflagração da greve da categoria.

A decisão pela greve foi tomada após o retorno das aulas presenciais na rede pública estadual de ensino, nas escolas de ensino médio. Na  quarta-feira (5), os professores e pedagogos foram até a sede do governo para dialogar com o governador Wilson Lima, mas não foram recebidos.

Segundo os sindicalistas, o pedido era para que fossem feitos testes para detecção da Covid-19 nos professores e pedagogos; abertura de janelas nas salas de aula para circulação do ar e que os ônibus do transporte público fossem fiscalizados para garantir a segurança de alunos e professores no trajeto até a escola.

O sindicato realizou o indicativo de greve que passa a valer a partir desta terça-feira (11).

Segundo o pesquisador Lucas Ferrante, que coordena estudos sobre a Covid-19, o número de casos não diminuiu na cidade e as crianças são assintomáticas. Elas podem transmitir para os professores que são do grupo de risco e contaminar seus pais e avós em casa. Ainda estamos com a transmissão comunitária e o risco de um novo pico é grande, gaerantiu o pesquisador.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *