Edson Fachin tenta impedir apoio de religiosos a Bolsonaro em 2022

O ministro Edson Fachin se movimenta para proibir que religiosos apoiem o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Mas parece que Fachin está sendo abandonado na tentativa de legislar.

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm divergido da pretensão do ministro Edson Fachin, de criminalizar suposto “abuso de poder religioso” na influência de pastores, bispos ou padres em campanhas eleitorais.

A lei não prevê esse “abuso”, mas o TSE nunca foi de resistir à tentação “demoníaca” de legislar. Não seriam atingidos pela medida influenciadores como sindicalistas, artistas, professores, etc.

Num voto bastante elogiado, o ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto defendeu as liberdades de expressão e religiosa, multiculturalismo, tolerância etc.

“Não vejo como defender a liberdade de voto dissociada da liberdade de expressão do candidato e de seu simpatizante”, disse Carvalho Neto.

Até o ministro Alexandre de Moraes divergiu do alegado “abuso de poder religioso”, no caso em que adversários tentam cassar uma vereadora.

Políticos governistas veem na alegação de “abuso de poder religioso” a tentativa de dificultar um novo apoio evangélico a Bolsonaro, em 2022.

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