Lula lidera esquerda no golpe contra Bolsonaro

A  legítima defesa da democracia está fundada na prática existencial da tolerância e do diálogo

Um golpe de Estado está tomando força no Brasil. Liderado pelo ex-presidente Lula da Silva, um grupo formado por integrantes do Foro de São Paulo – presidentes Iván Duque (Colômbia), Lenin Moreno (Equador), Sebastián Piñera (Chile) e Jeanine Áñez (Bolívia) -, ex-ministros de governos anteriores a Jair Bolsonaro, membros do judiciário e presidentes da Câmara e do Senado colocaram em curso o afastamento da chapa Bolsonaro/Mourão. O golpe foi denunciado em abril por um correspondente internacional.

No dia 5 de abril, o jornalista Julio Zapata, do Panam Post, escreveu um artigo intitulado “Lula promove um golpe de estado no Brasil”, no qual denunciou que o ex-presidente Lula da Silva estava mobilizando seus aliados do Foro de São Paulo para desestabilizar o governo brasileiro.

Um mês depois, com novas informações disponíveis, garante que há de fato uma conspiração no mais alto nível para derrubar Bolsonaro.

No dia 28 de abril, conforme noticiado pelo jornal O Globo, foi formado um grupo de ex-ministros pertencentes aos governos anteriores a Bolsonaro, que concordaram em afirmar que a atual política externa do Itamaraty é “irracional e sujeita a Washington”.

À primeira vista, é surpreendente que personagens tão diferentes tenham se juntado para atacar a política do atual chanceler Ernesto Araújo, mas, após uma análise profunda, descobriu-se que existem fatores que unem esses ex-ministros.

De fato, o líder do grupo é o ex-ministro das Finanças Rubens Ricupero, que foi diretor da Odebrecht de 2004 a 2018, durante o auge da corrupção da empresa.

Outro membro é o ex-ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes, acusado na Operação Lava-Jato de receber propina por suas conexões a empresa de infraestrutura Dersa.

Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores do PT, não foi acusado de corrupção, mas defendeu a inocência de Lula e foi um dos arquitetos do estreito relacionamento que o governo brasileiro mantinha com Hugo Chávez.

Em 1º de maio, o procurador-geral do Brasil, Augusto Aras, pediu que o governo Bolsonaro suspendesse a saída dos representantes diplomáticos de Maduro, que tinham que deixar o país até o dia seguinte.

Aras “recomendou” a revisão da ordem de saída dos funcionários chavistas devido “à situação dos serviços de saúde” na Venezuela e a outros aspectos “previstos em tratados e convenções internacionais”.

Estratégia

Apostando que os militares não vão interferir, os golpistas atacam de todos os flancos para desestabilizar o Governo Bolsonaro. A estratégia está ocupando espaços com decisões judiciais em nome da defesa do regime democrático, quando, na realidade a Justiça está adotando medidas antidemocráticas, inclusive resgatando a figura do preso político, como o caso da ativista Sara Winter.

A queda de Bolsonaro representa a sobrevivência da esquerda na América Latina. Como líder do país mais importante da região, Bolsonaro se transformou no principal alvo de governos corruptos. O desfecho do confronto é imprevisível, mas muitos sairão “feridos” dessa disputa ideológica e de poder.

 

 

 

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