Cinco deputados se negam a depor na PF

Cinco dos seis deputados federais que foram chamados a depor na Polícia Federal sobre a divulgação de notícias falsas, cinco não pretendem ir. Alguns já informaram ao próprio Supremo Tribunal Federal (STF) que não irão comparecer.

Os convocados para depor:

Bia Kicis (PSL-DF)

Carla Zambelli (PSL-SP) – a única que vai depor

Daniel Silveira (PSL-RJ)

Filipe Barros (PSL-PR)

Luiz Phillipe Orleans e Bragança (PSL-SP)

Cabo Junio Amaral (PSL-MG)

“Diante das flagrantes ilegalidades, inconstitucionalidades e prerrogativas violadas, não vou comparecer” argumentou Felipe Barros (PSL-PR).  “Ademais, está pendente de julgamento nossos HC (habeas corpus) e só agora o presidente do STF, Dias Toffoli, definiu a data – 10 de junho-, para o plenário avaliar o inquêrito, comentou o deputado.

Em vídeo publicado na internet, o deputado Daniel Silveira também criticou a investigação. “Se eu sou um dos autuados, se eu fui citado, mencionado, intimado, eu preciso saber do que se trata para que eu possa montar minha defesa.” Silveira se refere ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, como “Torquemada”, um frade conhecido como Grande Inquisidor, do século XV.

A deputada Bia Kicis (PSL-DF) negou que tenha sido notificada oficialmente pela Justiça sobre o depoimento.  Bia peticionou um requerimento para ter acesso à cópia do inquérito. A deputada do PSL alegou, ainda, que o ministro Alexandre de Moraes errou ao divulgar pelas redes sociais que “foi autorizado integral conhecimento dos autos  aos investigados no inquérito que apura ‘fakenews'”.

“Lamentavelmente o gabinete do ministro [Alexandre de Moraes] produziu uma ‘fake news'”, afirmou a deputada.

Única parlamentar a dizer que irá depor, a deputada federal Carla Zambelli está com depoimento marcado para quinta-feira (4).

Na noite desta segunda-feira (1º), o gabinete de Alexandre de Moraes divulgou que “diferentemente do que vem sendo alegado falsamente, foi autorizado efetivo e integral conhecimento dos autos a todos os investigados no inquérito que apura ‘fake news’, ofensa e ameaças a integrantes do Supremo Tribunal Federal, ao Estado de Direito e à Democracia, com a obrigação da manutenção do sigilo das investigações”.

*Com informações da CNN Brasil

 

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