‘Supostas provas colhidas pela PF são imprestáveis’, avalia procurador

Mônica Torres – Especial Roteiro

Em virtude do pedido de suspensão do inquérito das Fake News proposto pelo procurados-geral, Augusto Aras, o ministro do STF, Edson Fachin devidiu enviar a votação para o plenário

O procurador da República  Bruno Calabrich afirmou que as eventuais provas recolhidas pela Polícia Federal na operação de quarta (27/05) contra críticas, fake news e ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), são imprestáveis.

Calabrich lamenta que, com “provas” imprestáveis, o inquérito de Moraes favoreça aqueles que eventualmente tenham cometido ilegalidades.

A advertência do procurador da República é compartilhada por colegas como Raquel Dodge, ex-procuradora-geral da República que, quando exercia o cargo, comparou o STF a um “tribunal de exceção”, próprio de regimes totalitários.

O papel de investigar é da polícia e missão legal de também investigar e acusar é privativa do Ministério Público.

Juristas avaliam que os ministros do STF estão julgando à partir de uma opção ideológica afinada com quem os indicou para o Supremo.

Fachin manda decisão ao  plenário

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu, nesta quinta-feira (28), remeter ao plenário da Corte a decisão sobre suspender ou não o inquérito das Fake News.

Ontem, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu a interrupção das diligências e, na prática, do processo.

O pedido veio na sequência de uma operação da PF (Polícia Federal) que cumpriu mandados de busca e apreensão contra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, além do presidente do PTB, ex-deputado federal Roberto Jefferson, e o dono das lojas Havan, o empresário Luciano Hang.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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